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Futuro e sustentabilidade do Fundo de Reserva da Segurança Social discutido em Conferência internacional

Futuro e sustentabilidade do Fundo de Reserva da Segurança Social discutido em Conferência internacional

O INSS, em colaboração com parceiros de desenvolvimento, realizou uma conferência internacional com o tema Fundo de Reserva da Segurança Social – Garantir a Sustentabilidade a Longo Prazo. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 9 de fevereiro de 2026 (TATOLI) – Está a decorrer até ao dia 10, no Centro de Convenções de Díli, uma conferência internacional com o tema Fundo de Reserva da Segurança Social – Garantir a Sustentabilidade a Longo Prazo.

A iniciativa, organizada pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em colaboração com parceiros de desenvolvimento, reúne especialistas da China, da Tailândia e das Filipinas.

Intervindo no evento, o Presidente do INSS, Zeferino da Costa Bobo, explicou que a conferência visa promover uma reflexão cuidadosa antes de se tomar decisões sobre investimentos nos mercados internacionais.

O dirigente afirmou ainda que este evento é fundamental para o Fundo de Reserva da Segurança Social (FRSS), pois aborda temas cruciais como o desempenho dos investimentos, a governação e transparência, a sustentabilidade, questões demográficas, bem como desafios políticos e institucionais.

De acordo com o dirigente, o FRSS dispõe atualmente de cerca de 380 milhões de dólares americanos, acrescentando que o número de trabalhadores timorenses inscritos no setor público é de 86.164, enquanto no setor privado se registam 91.178 trabalhadores.

Por sua vez, o Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, espera que desta conferência internacional surjam conclusões que ajudem o país a enfrentar os desafios atuais e a assegurar a sustentabilidade do FRSS.

Para o Chefe do Governo, em Timor-Leste, onde uma parte significativa das receitas públicas provém de recursos naturais esgotáveis, o Fundo de Reserva desempenha um papel crucial na transformação dessa “riqueza temporária” em ativos financeiros duradouros, mitigando a volatilidade económica e reforçando a resiliência do Estado.

“Os trabalhadores de hoje contribuem para uma carteira comum que paga pensões e subsídios no presente, mas o Fundo de Reserva garante que, no futuro, quando a população envelhecer e o número de idosos aumentar, tenhamos recursos suficientes para todos. É a nossa resposta ao envelhecimento da população e aos desafios do mercado de trabalho: criar empregos dignos, trazer mais cidadãos para contribuir e transformar os excedentes em investimentos inteligentes”, afirmou Xanana Gusmão.

O Chefe do Executivo destacou ainda a importância da boa governação, da transparência e do rigor na gestão do Fundo, defendendo a necessidade de se garantir a sua autonomia e proteção face a interferências políticas, com uma gestão técnica e independente.

Notícia relacionada: Mais de seis mil empregadores públicos e privadas estão inscritos no INSS

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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