DÍLI, 6 de janeiro de 2026 (TATOLI) – Timor-Leste tem acompanhado os relatos sobre a intervenção dos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela, bem como a detenção e a remoção forçada do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua esposa, ocorridas a 3 de janeiro.
“Timor-Leste expressa preocupação com a perturbação da vida civil e com o potencial impacto humanitário resultante de atividades militares estrangeiras”, lê-se num documento governamental a que a Tatoli teve hoje acesso.
Segundo a mesma fonte, o país reafirma o seu compromisso com o direito internacional, nomeadamente o respeito pela soberania dos Estados, a rejeição do uso da força e a resolução pacífica de conflitos, princípios consagrados na Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e fundamentais para a proteção dos pequenos Estados.
No documento, Timor-Leste apela ainda à contenção, ao diálogo e a uma solução pacífica da situação, em conformidade com o direito internacional e com a Carta da ONU.
Recorde-se que o Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha anunciado, este sábado, nas redes sociais, que Nicolás Maduro e a sua esposa tinham sido retirados da Venezuela e, segundo a Procuradora-Geral estadunidense, Pam Bondi, o Presidente venezuelano e a mulher iriam enfrentar processos judiciais “em solo americano e em tribunais americanos”, com base numa acusação formal apresentada em 2020.
Segundo agências de notícias internacionais, a operação militar teve início com ataques noturnos na capital, Caracas, e em zonas circundantes, levando as autoridades venezuelanas a decretar estado de emergência nacional. Segundo órgãos de comunicação locais, o ataque terá causado pelo menos 40 vítimas mortais.
O Governo da Venezuela condenou a ação, classificando-a como uma “agressão militar extremamente grave”, num contexto de crescente tensão bilateral. Nos últimos meses, tem-se registado um aumento da presença militar estadunidense ao largo da costa venezuelana, bem como operações contra embarcações alegadamente ligadas ao narcotráfico.
Face à situação, a Venezuela solicitou formalmente a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque.
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Equipa da Tatoli




