Viqueque, 5 de janeiro de 2026 (TATOLI) — O Chefe da Aldeia de Uma-Tolu, localizada no Posto Administrativo de Lacluta, em Viqueque, Eduardo Soares, exige que o Governo proceda à reconstrução da Ponte de Sumaku, que desmoronou há vários anos. A estrutura danificada tem gerado grandes dificuldades para a circulação de veículos e pedestres, especialmente durante a época das chuvas.
De acordo com o líder local, quando há precipitações intensas, os veículos veem-se forçados a enfrentar as fortes correntes da ribeira, colocando em risco a segurança dos passageiros. Em dias de chuvas mais intensas, a ribeira torna-se intransitável, obrigando as pessoas a descerem dos veículos e a atravessarem a pé. “As mercadorias também precisam de ser descarregadas e transportadas manualmente para o outro lado”, relatou Eduardo Soares à Tatoli.
O líder comunitário afirmou que já apresentou, várias vezes, o problema aos serviços do Ministério das Obras Públicas de Viqueque, mas até ao momento não obteve resposta.
A situação tem implicações graves, especialmente para o transporte de doentes, que não conseguem ser evacuados de Uma-Tolu para as unidades de saúde durante a época de chuvas. O Chefe do Centro de Saúde de Lacluta, Bendito Soares, destaca a urgência da reconstrução da ponte, ressaltando que, embora as ambulâncias consigam atravessar a ribeira quando não chove, durante a estação chuvosa, as águas aumentam de volume e tornam a travessia impossível. “A situação é grave. O Governo precisa de intervir o mais rápido possível”, alertou o responsável.
É de lembrar que a Ponte de Sumaku apresentou os primeiros sinais de degradação em 2019, e desde então, a estrutura foi-se deteriorando progressivamente. Entre 2021 e 2023, a situação piorou, e agora, em 2026, continua a comprometer a mobilidade e o transporte no local.
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Jornalista: Vitorino Lopes da Costa/Tradução: Equipa da Tatoli
Editor: Xisto Freitas da Piedade




