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Xanana Gusmão apela à reconciliação e unidade nas zonas fronteiriças de Oé-Cusse

Xanana Gusmão apela à reconciliação e unidade nas zonas fronteiriças de Oé-Cusse

O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmãos celebrou, esta terça-feira, o Natal com as comunidades de Naktuka, Bene-Ufe e Oépoli, promovendo a reconciliação entre entidades locais de Kupang, NTT. Foto de Abílio Elo Nini

OÉ-CUSSE, 30 de dezembro de 2025 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro (PM), Xanana Gusmão, recomendou aos liurais (reis tradicionais) de Amfoan, na província indonésia de Nusa Tenggara Timur (NTT), que reforcem a coordenação com as comunidades de Oépoli e de Naktuka, bem como com as autoridades da sub-região de Nítibe, em Oé-Cusse, com vista à promoção da paz e da unidade nas zonas fronteiriças, numa altura em que as negociações para a resolução das fronteiras terrestres de Naktuka continuam em curso.

“Recentemente, surgiram problemas entre comunidades na fronteira motivados por informações falsas. Pessoas de um lado questionaram as do outro sobre o que estava a acontecer. No entanto, sempre que aqui venho, dizem-me que esses incidentes não partem, de facto, de Oépoli, porque existem relações territoriais, sendo terceiros que provocam estas situações”, afirmou o Chefe do Governo, no posto da Unidade de Patrulhamento das Fronteiras, em Usapiba’at, em Oé-Cusse.

Xanana Gusmão sublinhou ainda que, durante 28 anos, o povo timorense viveu sob domínio da Indonésia e que, em 2026, Timor-Leste assinalará 24 anos de independência, mas a questão das fronteiras, em particular a de Naktuka, permanece por resolver.

“Precisamos de nos compreender em conjunto, porque todas as fronteiras terrestres já foram resolvidas, apenas as fronteiras entre Naktuka e Oépoli continuam pendentes”, referiu.

O PM lembrou que a segunda ronda de negociações sobre a delimitação das fronteiras marítimas se realizou entre os dias 8 e 10 deste mês, em Yogyakarta, na Indonésia, adiantando que a terceira terá lugar em abril de 2026.

Segundo o Chefe do Executivo, as comunidades, apesar de pertencerem a dois Estados diferentes, mantêm relações territoriais, familiares e culturais, bem como atividades comuns, como a agricultura, que devem continuar.

“Em Naktuka, seguimos o acordo entre Portugal e a Holanda, que define onde se pode trabalhar. O mais importante é que não entrem armas nem circulem bens proibidos. Por isso, espero contar com o apoio dos liurais e das comunidades de Amfoan. Após tantos conflitos no passado e passados 24 anos, precisamos de chegar a um entendimento para que possamos viver como vizinhos e trabalhar nos campos”, afirmou Xanana Gusmão.

Notícia relacionada: Agendada terceira ronda de negociações sobre fronteiras marítimas com Indonésia

Jornalista: Abílio Elo Nini/Tradução: Equipa da Tatoli

Editor: Rafael Ximenes de A. Belo

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