DÍLI, 26 de novembro de 2025 (TATOLI) – O Ministério da Administração Estatal (MAE) inaugurou esta quarta-feira o Jardim Memorial do Massacre de Santa Cruz, um espaço criado para preservar a história e homenagear as vítimas de 12 de novembro de 1991.
Próximo ao cemitério de Santa Cruz, o Jardim Memorial dispões de áreas verdes, zonas pedonais, instalações sanitárias, um espaço evocativo e um centro interpretativo do Massacre. O local pretende oferecer um ambiente de reflexão, onde a população possa recordar as vidas perdidas e o impacto que este episódio teve na luta pela independência do país.
O projeto foi financiado pela União Europeia (UE), através da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), e cofinanciado pelo Governo timorense, num investimento total de cerca de 298 mil dólares americanos. A iniciativa insere-se no programa Parceria para o Reforço da Governação Urbana, Inclusão Social e Promoção do Empreendedorismo em Díli, Timor-Leste, desenvolvido em coordenação com a Autoridade Municipal de Díli (AMD), com a UCCLA e com a Câmara Municipal de Lisboa.
Durante a cerimónia, o Encarregado de Negócios da Delegação da UE, Christoph Sorg, sublinhou o papel determinante da juventude timorense na luta pela independência. “Sabemos que o Cemitério de Santa Cruz é um importante lugar de memória, dignidade e reflexão para o povo timorense. Este lugar possui um profundo significado histórico e emocional; não é apenas um local de repouso, mas também um símbolo de resiliência, sacrifício e do longo percurso do povo timorense rumo à paz, à democracia e à identidade nacional”, afirmou.
Estiveram presentes no evento, entre outros, o Ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, o Embaixador de Portugal em Timor-Leste, Duarte Alves, a Secretária-Geral adjunta da UCCLA, Paula Leal da Silva, e representantes da AMD.
Jornalista: Ivonia da Silva
Editor: Rafael Ximenes de A. Belo




