DÍLI, 24 de novembro de 2025 (TATOLI) – Melhorar as competências na prestação de cuidados específicos a vítimas de violência de género foi a meta para quinze profissionais de saúde na área de ciências forenses. Esta área, não sendo exclusiva a vítimas de violência de género, foi entendida como adequada para analisar a sintomatologia típica daquelas vítimas. A formação decorre até ao dia 28, no salão do Instituto Nacional de Saúde Pública de Timor-Leste (INSP-TL), em Comoro, Díli.
A iniciativa foi promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) em Timor-Leste, em parceria com o Ministério da Saúde. A representante daquela organização no país, Umbelina Rodriguês, especificou a importância de padronização de exames forenses para que haja uma uniformização de métodos de colheita, análise e interpretação de provas, assegurando que a integridade dos dados seja mantida desde a cena do crime até ao laboratório.
A responsável lembrou ainda que os exames médicos forenses são essenciais tanto para responder às necessidades de saúde das vítimas de violência de género, como para garantir justiça, responsabilização e dignidade. Pelas duas razões, Umbelina Rodriguês ressalvou a necessidade de os profissionais de saúde terem conhecimento nessa área para realizarem exames médicos forenses de forma adequada.
“A UNFPA apoia plenamente esta iniciativa de padronização e este evento representa um passo importante para a implementação de um módulo de formação piloto. A participação ativa, as perguntas e o feedback de todos ao longo destes cinco dias serão fundamentais para consolidar o módulo”, referiu.
Por sua vez, o Diretor Nacional de Formação do INSP-TL, Gregório Rangel, informou que a formação conta com especialistas formadores da Austrália para qualificar os formandos.
A este mesmo propósito e segundo dados disponíveis, 70 profissionais de saúde já participaram em ações de formação anteriores, mas apenas 20 estão atualmente envolvidos no atendimento médico-forense.
Mário Sarmento, um dos participantes, esperançou que possa aprender também sobre como comunicar e prestar cuidados eficazes às vítimas de violência de género e, na mesma sintonia que Umbelina Rodriguês, lembrou que “o objetivo da formação é padronizar os protocolos de exame forenses para todos os profissionais de saúde e garantir a sua aplicabilidade em todas as unidades de saúde”.
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




