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Três mulheres jornalistas conquistam os principais prémios de jornalismo de 2025

Três mulheres jornalistas conquistam os principais prémios de jornalismo de 2025

O Presidente da República, José Ramos-Horta, entregou o prémio a Antónia Martins, do Diligente, vencedora de dois prémios. Foto da Tatoli

BOBONARO, 16 de outubro de 2025 (TATOLI) – Três mulheres jornalistas foram distinguidas com as principais categorias do Prémio de Jornalismo 2025, promovido pelo Conselho de Imprensa (CI). O anúncio foi feito por Isabel Fernandes, membro do CI, durante a cerimónia que assinalou os 50 anos da Tragédia de Balibó — conhecida como Balibo Five — e o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, realizada hoje em Balibó.

Segundo Isabel Fernandes, a atribuição dos prémios tem como base a Lei n.º 5/2014, sobre Comunicação Social, e o Regulamento n.º 2/2021 do CI, que conferem a este órgão competências para definir categorias, critérios e júri.

“Após um rigoroso processo de seleção, o júri aprovou as vencedoras com base na qualidade, relevância social e impacto dos seus trabalhos jornalísticos”, afirmou a responsável.

As jornalistas distinguidas foram:

  1. Antónia Martins, do Diligente, vencedora de dois prémios: o Prémio Adelino Gomes, pelo melhor trabalho jornalístico em língua portuguesa, e o Prémio Balibo Five de Melhor Media, pela melhor produção jornalística do ano;
  2. Ermelinda Soares, do SAP News, galardoada com o Prémio Francisco Borja da Costa, pela melhor reportagem sobre questões sociais na imprensa escrita ou online;
  3. Didiana dos Reis, da Rádio e Televisão de Timor-Leste, distinguida com o Prémio Greg Shackleton, pelo melhor trabalho jornalístico em rádio ou televisão.

O júri foi composto pelos membros do Conselho de Imprensa: António Moniz Mali (presidente), Beneditas Correia Barros, Isabel Maria Fernandes, Joaquim Coutinho e Susana Cardoso.

Jornalismo com impacto

Antónia Martins foi distinguida pela reportagem Agredida e explorada: a criança com transtornos mentais que diverte redes sociais e promove instituições em Timor-Leste. Visivelmente emocionada, a jornalista sublinhou o impacto do reconhecimento.

“Não esperava ganhar. Quando ouvi o meu nome, o coração começou a bater muito forte. Agradeço a todos os colegas que me apoiaram nas reportagens. A minha mensagem para as mulheres jornalistas é que somos tão capazes quanto os homens. Não parem de escrever, continuem a aprender e mantenham o foco”, afirmou.

Também Didiana dos Reis agradeceu o reconhecimento pelo programa Esperansa ba Moris, que retrata a realidade de cidadãos em situação de vulnerabilidade.

“Este prémio é uma motivação para mim e para toda a equipa. Continuaremos a esforçar-nos para sermos melhores jornalistas e contribuirmos mais para a sociedade”, disse.

Por sua vez, Ermelinda Soares destacou o impacto direto da sua reportagem, que denunciou a falta de mobiliário numa escola em Lautém.

“É o primeiro prémio para a SAP News. A minha reportagem levou o Ministério da Educação a agir rapidamente. Em apenas um mês, a escola de Luro recebeu novas cadeiras e mesas”, relatou com orgulho.

Esta edição do Prémio de Jornalismo representa um marco para a comunicação social timorense. Pela primeira vez, três mulheres venceram nas quatro principais categorias, um feito que evidencia o papel crescente das mulheres no jornalismo nacional.

Notícia relevante: ‘Migração das Baleias’ é vencedora do prémio Adelino Gomes

Jornalista: Cidalia Fátima/Tradução da Equipa da Tatoli

Editora: Armandina Moniz

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