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EDUCAÇÃO, HEADLINE

Ramos-Horta: Timor-Leste pode ser referência na Ásia por dominar muitas línguas estrangeiras

Ramos-Horta: Timor-Leste pode ser referência na Ásia por dominar muitas línguas estrangeiras

O Presidente da República, José Ramos-Horta. Foto da Tatoli

AINARO, 13 de outubro de 2025 (TATOLI) – O Presidente da República, José Ramos-Horta, considera que o facto de muitos timorenses trabalharem no estrangeiro deve ser encarado como uma vantagem, uma vez que acabam por dominar várias línguas estrangeiras.

Timor-Leste tem parcerias para enviar trabalhadores para a Austrália e Nova Zelândia, Coreia do Sul, Japão, entre outros.

O Chefe de Estado abordou o assunto durante a sua intervenção no programa Tatoli Hakbesik, organizado hoje pelo órgão de comunicação social na Pousada de Maubisse.

“Eu digo sempre que a população timorense será a que falará mais línguas estrangeiras na Ásia.  Conheci um estudante [timorense] de medicina que aprendeu espanhol em apenas um mês. No Vietname, as pessoas ficaram chocadas ao ouvir isso”, disse.

Vale lembrar que o país dispõe de duas línguas oficiais — o tétum e o português —, e a Constituição define ainda o indonésio e o inglês como línguas de trabalho, nas relações externas e em determinadas áreas.

Também há uma “crescente” procura de formação em língua coreana e em inglês, devido a oportunidades de emprego na Coreia do Sul e na Austrália, no âmbito de programas de mobilidade laboral.

Investimento na educação

Ramos-Horta defende um maior investimento no setor da educação, considerando que o Executivo deve canalizar mais verbas para esta área e enaltecendo a educação como uma prioridade, visto ser uma alavanca para o desenvolvimento.

“Se eu fosse Primeiro-Ministro, alocaria mais verbas para a educação, seguido da saúde e da agricultura. Mas a educação deve receber a maior fatia”, frisou.

Por último, o Chefe de Estado deixou uma mensagem aos jovens: “Estudem o suficiente para desenvolver o vosso cérebro, porque os vossos pais fazem sacrifícios. Jovens, estudem, estudem e continuem a estudar o suficiente para que Timor-Leste possa avançar. Esta é a minha principal mensagem para todos vós”, referiu.

A despesa funcional para a Educação prevista para 2026 é de cerca de 205 milhões de dólares. Em termos percentuais, verifica-se um aumento em relação ao orçamento do ano corrente. Ainda assim, no contexto da ASEAN, a fatia do bolo orçamental dedicada ao setor continua inferior à de outros países.

Notícia relacionada: Universidade do Minho atribui Honoris Causa a Ramos-Horta

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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