DÍLI, 23 de setembro de 2025 (TATOLI) — Timor-Leste reafirmou hoje o seu compromisso com a igualdade de género e com os direitos das mulheres, ao intervir nas Nações Unidas, por ocasião do 30.º aniversário da histórica Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em Pequim, em 1995.
Na sua intervenção, a Secretária de Estado da Igualdade, Elvina Carvalho, destacou os avanços alcançados desde a restauração da independência do país, lembrando que a Constituição garante direitos iguais a mulheres e homens em todas as esferas da vida.
Segundo um comunicado a que a Tatoli teve acesso, a governante referiu também a participação considerável de mulheres timorenses na política, sobretudo no Parlamento Nacional.
Apesar dos progressos, Elvina Carvalho afirmou que ainda existem desafios significativos. Entre os obstáculos identificados estão as barreiras estruturais, normas sociais discriminatórias e o acesso desigual a oportunidades, em particular para as mulheres rurais, mulheres com deficiência e jovens.
Neste contexto, Timor-Leste anunciou que irá concentrar os seus esforços futuros em duas prioridades: Liberdade da Pobreza e Tolerância Zero à Violência. Para combater a pobreza, está em curso a implementação da Declaração de Maubisse, um programa que promove o empoderamento económico das mulheres, especialmente nas zonas rurais, através do apoio à agricultura, ao empreendedorismo, ao acesso ao crédito e à participação no turismo.
Paralelamente, o Conselho Nacional para a Segurança, Soberania Alimentar e Nutrição está a coordenar ações multissetoriais com foco especial na juventude feminina.
Na área da eliminação da violência, os Planos de Ação Nacionais visam uma resposta abrangente baseada em quatro pilares: prevenção, proteção, justiça e apoio às sobreviventes. As autoridades timorenses garantem “estar empenhadas no reforço institucional e na melhoria dos mecanismos de encaminhamento, bem como na promoção da liderança feminina em todos os níveis de decisão”.
“Timor-Leste pode ser pequeno, mas acreditamos que os pequenos Estados podem liderar com coragem na igualdade de género”, afirmou a governante.
O país apelou à comunidade internacional — Governos, sociedade civil, académicos e setor privado — para unir esforços e garantir que as promessas de Pequim se traduzam em realidade para todas as mulheres e raparigas do mundo.
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Equipa da Tatoli




