DÍLI, 16 de setembro de 2025 (TATOLI) – A Aliança de Educação, Formação e Promoção Lancang-Mekong (LCETPA), da China, apresentou três propostas para uma futura cooperação com Timor-Leste. O anúncio teve lugar no Fórum Industrial de Educação e Formação Técnica e Profissional (TVET, em inglês), no âmbito da 2.ª Semana Internacional de Competências. O evento está a decorrer no Centro de Convenções de Díli, até dia 19.
De acordo com o Presidente da LCETPA, Alan Yang, a primeira parceria incidirá na criação de padrões de ensino técnico-vocacional, que sirvam de modelo para outros países do Sudeste Asiático.
“Trabalharemos em estreita colaboração com o Instituto Nacional de Desenvolvimento de Mão-de-Obra, com a Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste e com outras instituições de ensino dos países asiáticos, como a Malásia, a Tailândia, a Indonésia, o Brunei Darussalam e a Austrália”, informou.
A segunda forma de cooperação será através de programas anuais de intercâmbio de professores do Sudeste Asiático que, além da mentoria, no contexto empresarial, podem ter um papel preponderante na concessão de bolsas de estudo para a China aos estudantes mais talentosos do ensino técnico-vocacional.
A terceira parceria envolve o lançamento de um projeto-piloto que visa alavancar pequenas iniciativas, por exemplo, através da dinamização da formação no setor agrícola, incluindo a introdução da tecnologia de torrefação de café.
O Vice-Ministro do Comércio, Augusto Júnior Trindade, mostrou esperança num futuro em que todos os jovens timorenses tenham a oportunidade de desenvolver competências técnicas e profissionais de excelência.
“As nossas pequenas e médias empresas, em particular, podem tornar-se o motor de uma economia diversificada e resiliente e Timor-Leste afirmar-se-á perante outros países”, disse.
O governante recordou que a formação técnica e profissional é uma peça estratégica para o desenvolvimento económico e social do país.
“Podemos capacitar os jovens com competências que permitam aplicar conhecimentos técnicos, alinhados com as reais necessidades do mercado de trabalho. É uma forma de preparar os nossos empreendedores para liderar e inovar, competindo num mundo globalizado”, referiu.
Notícia relacionada: Ministra australiana defende ensino técnico-vocacional como chave para o futuro da juventude timorense
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




