DÍLI, 08 de setembro de 2025 (TATOLI) — Celebrou-se, hoje, o Dia Internacional da Literacia, uma efeméride instituída em 1967 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) com o objetivo de sublinhar a importância da literacia como direito humano fundamental e pedra basilar de uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável.
Este ano, as comemorações decorreram sob o tema Promover a literacia na era digital, alertando para os riscos e para as oportunidades que acompanham a digitalização acelerada da vida quotidiana.
“A literacia é muito mais do que saber ler e escrever. É o alicerce que permite aos cidadãos exercerem plenamente os seus direitos, desenvolverem o pensamento crítico e participarem ativamente na construção de um mundo mais justo e inclusivo”, lê-se num comunicado da UNESCO a que a Tatoli teve acesso.
Segundo a mesma fonte, apesar dos avanços registados nas últimas décadas, os números continuam preocupantes: 739 milhões de jovens e adultos em todo o mundo permanecem sem competências básicas de literacia em 2024. Em paralelo, 40% das crianças não atingem o nível mínimo de proficiência em leitura e 272 milhões de menores e adolescentes não frequentavam a escola em 2023.
Estes dados revelam que o analfabetismo continua a ser uma das maiores barreiras ao desenvolvimento humano e à inclusão social, agravada agora pelos desafios colocados pela era digital.
No documento é referido também que a digitalização tem vindo a transformar profundamente a forma como as pessoas aprendem, trabalham e interagem. No entanto, esta transição, que poderia representar uma oportunidade de inclusão, está a criar formas de exclusão. Quem não domina as competências digitais básicas arrisca-se a sofrer uma dupla marginalização: o afastamento do ensino tradicional e o das ferramentas e benefícios do mundo digital.
Na mesma fonte é igualmente referido que a crescente presença das tecnologias digitais levanta novas preocupações, como a privacidade, a vigilância, a desinformação, os preconceitos algorítmicos e os impactos ambientais do consumo tecnológico.
Neste novo contexto, a literacia assume um papel ainda mais abrangente: envolve a capacidade de aceder, compreender, avaliar, criar e comunicar conteúdos digitais de forma segura, crítica e ética. Envolve também saber navegar em ambientes digitais complexos, distinguir fontes credíveis e participar ativamente no espaço público digital.
A UNESCO reforça que é urgente integrar competências digitais nos programas de alfabetização, garantindo que ninguém fica para trás na era da informação. “Promover a literacia digital é, afinal, promover uma sociedade mais informada, resiliente e capaz de enfrentar os desafios do século XXI”, conclui.
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