DÍLI, 21 de agosto de 2025 (TATOLI) – A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) concluíram hoje uma consulta pública sobre o esboço do Plano Estratégico Nacional de Saúde Ocular de 2026 a 2030, que tem por objetivo reduzir a prevalência de problemas de saúde ocular no país.
Segundo o Representante da OMS em Timor-Leste, Arvind Mathur, esta iniciativa é um marco importante na caminhada do país para fortalecer o sistema de saúde e garantir que uma boa visão e serviços de cuidados oftalmológicos de qualidade estejam ao alcance de todos.
“A visão é fundamental para a experiência humana e a maioria de nós considera a capacidade de ver como algo garantido. A saúde ocular nem sempre é considerada prioridade, apesar de ser um componente extremamente vital da cobertura universal de saúde”, disse o responsável, no Timor Plaza, em Díli.
O dirigente informou que, segundo os dados, 2,2 mil milhões de pessoas no mundo vivem com deficiência visual ou cegueira e quase metade destes casos poderia ter sido prevenida ou tratada, frisando que a cegueira evitável continua a ser um desafio em Timor-Leste e que necessita de ser enfrentado com ações concretas no terreno.
“Uma estratégia e um plano operacionais quinquenais mais práticos, desenvolvidos sob a liderança do Ministério da Saúde com o apoio da OMS e de parceiros, são uma estrutura preparada para o futuro”, referiu.
Arvid Mathur, afirmou que a equidade de acesso aos cuidados oftalmológicos só pode ser alcançada quando o Governo implementa ações concretas, em parceria com as Organizações Não-Governamentais e outras entidades que atuam no setor.
Por sua vez, o Vice-Ministro para o Fortalecimento Institucional da Saúde, José dos Reis Magno, referiu que a iniciativa marca mais um passo fundamental no reforço do sistema nacional de saúde, visando melhorar a qualidade dos serviços de saúde oftalmológica.
“Os nossos olhos são um bem muito valioso para a nossa humanidade, sem eles, temos dificuldades para aprender, trabalhar, interagir com os outros e realizar nossas atividades de forma independente”, lembrou.
De acordo com o governante, no país, um número significativo de pessoas enfrenta problemas de visão causados por doenças oculares que podem ser prevenidas ou tratadas.
“A conjuntivite e outras doenças oculares são, por vezes, agravadas pela falta de diagnóstico e tratamento precoces e pelo acesso especializado limitado”, concluiu.
Notícia relevante: Realizada consulta pública sobre Plano Estratégico Nacional de Saúde Ocular
Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




