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g7+ organiza seminário sobre Reforma do Setor da Defesa

g7+ organiza seminário sobre Reforma do Setor da Defesa

O Secretariado da Organização Intergovernamental dos Países Afetados por Conflitos (g7+), em parceria com o Ministério da Defesa, promoveu hoje, em Díli, um seminário internacional, no Salão Nobre, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em Díli. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 20 de agosto de 2025 (TATOLI) – No âmbito das comemorações do 50.º aniversário das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste (FALINTIL), o Secretariado da Organização Intergovernamental dos Países Afetados por Conflitos (g7+), em parceria com o Ministério da Defesa, promoveu hoje, em Díli, um seminário internacional subordinado ao tema A Reforma do Setor da Defesa e Segurança: o Ensino Superior Militar, a Liderança e a Defesa dos Recursos Nacionais.

O encontro reuniu representantes militares de países amigos, membros do Governo, sociedade civil e veteranos, com o objetivo de se debater os desafios atuais da defesa e da segurança, se trocar experiências sobre o ensino superior militar e se refletir sobre o papel da liderança e da gestão sustentável dos recursos nacionais.

O Secretário-Geral do g7+, Hélder da Costa, informou que a iniciativa visou partilhar experiências sobre como defender e administrar os recursos nacionais em benefício do povo e do desenvolvimento sustentável.

“O g7+ continuará a promover a paz como valor central, em linha com o lema das comemorações dos 50 anos das FALINTIL: Estender a Paz ao Mundo. A proteção e a gestão sustentável dos recursos naturais devem ser entendidas como parte de uma nova diplomacia, essencial para garantir o bem-estar da população e a soberania do país”, informou aos jornalistas, durante o evento que teve lugar no Salão Nobre, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, em Díli.

O dirigente salientou ainda que a trajetória de Timor-Leste, marcada pela conquista da paz duradoura e pela estabilidade interna após a independência, constitui uma fonte de inspiração para outros países-membros da organização, sublinhado que a experiência timorense tem sido reconhecida pelas Nações Unidas como “um exemplo de partilha de boas práticas, tanto no âmbito da construção da paz como na cooperação internacional”.

Por sua vez, o Chefe do Estado-Maior-General das FALINTIL- Forças de Defesa de Timor-Leste, Tenente-General Falur Rate Laek, na sua intervenção, defendeu a transformação do Instituto de Defesa Nacional (IDN) num estabelecimento de ensino superior militar, medida que considera “urgente e fundamental” para a formação de quadros nacionais.

“A transformação do IDN é uma necessidade urgente e um passo essencial para formar líderes militares e civis capazes de enfrentar os desafios atuais de Timor-Leste. É também uma forma de consolidar uma doutrina militar própria e fortalecer a identidade nacional”, afirmou.

O Tenente-General Falur Rate Laek recordou o percurso histórico da resistência, em que a experiência prática e a guerrilha foram a base da “ciência militar” timorense, destacando  que os novos desafios de segurança global e regional exigem oficiais altamente preparados em ciências militares, tecnologia, liderança, direito internacional e análise estratégica.

Na mesma linha, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, General José Nunes da Fonseca, reforçou a importância de uma sólida formação académica e técnica dos oficiais das Forças Armadas timorenses, dizendo que militares com sólida preparação académica e técnica são essenciais para garantir a soberania, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável do país.

O general português frisou que as atuais ameaças à segurança são multidimensionais, incluindo riscos híbridos, crimes cibernéticos e ambientais que exigem oficiais capazes de aliar conhecimento académico, competência técnica e liderança estratégica. “A eficácia das Forças Armadas resulta da conjugação de preparação, pensamento crítico e liderança esclarecida”, frisou.

José Nunes da Fonseca sublinhou que o ensino superior militar deve articular valores éticos com a formação profissional, preparando quadros capazes de integrar missões internacionais, gerir recursos com visão de longo prazo e fortalecer a posição de Timor-Leste no cenário regional, nomeadamente no contexto da futura adesão do país à Associação das Nações do Sudeste Asiático.

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal reiterou a disponibilidade do seu país para aprofundar a cooperação no domínio do ensino superior militar, através de intercâmbio de docentes e alunos, partilha de currículos e integração de oficiais timorenses em cursos nas academias militares portuguesas. “Um futuro seguro e próspero para Timor-Leste depende de Forças Armadas competentes, legitimadas pela sociedade e respeitadas internacionalmente”, concluiu.

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Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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