DÍLI, 07 de julho de 2025 (TATOLI) – O Diretor dos Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), Vidal de Jesus Lopes, informou que, naquela unidade hospitalar, a vacina antirrábica só será administrada apenas em casos de emergência, como, por exemplo, em pessoas mordidas por cães que necessitam.
A decisão, segundo o responsável, deve-se ao suprimento limitado no Instituto Nacional de Farmácia e Produtos Médicos (INFPM), que dispõe atualmente de apenas 300 unidades da vacina.
“O HNGV não tem suprimento de vacinas antirrábicas, mas, caso haja necessidade, vamos pedir algumas unidades ao INFPM”, disse o dirigente, em Díli.
Recorde-se que o instituto tinha anunciado, no mês passado, que ia pedir apoio à Organização Mundial de Saúde para disponibilizar ao país doses de vacina antirrábica, face ao aumento do número de casos de raiva.
Vale lembrar que a Direção Nacional de Veterinária do Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas tinha administrado, desde janeiro, a vacina antirrábica em 1.575 cães em Bobonaro, Covalima, Díli, Ermera, Liquiçá e Oé-Cusse, registando desde o ano passado, 103 casos em cães.
Segundo os dados do Ministério da Saúde, este ano, a raiva já vitimou mortalmente sete pessoas.
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Jornalista: Ivonia da Silva
Editora: Isaura Lemos de Deus




