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ONU alerta para impacto das alterações climáticas nos oceanos

ONU alerta para impacto das alterações climáticas nos oceanos

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 11 de junho de 2025 (TATOLI) – O Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), António, na abertura da 3.ª Conferência da ONU sobre os Oceanos, que está a decorrer em Nice, na França, alertou para o impacto das alterações climáticas nos oceanos.

“O oceano é o recurso partilhado por excelência, mas estamos a falhar com ele. Os oceanos estão a absorver 90% do excesso de calor das emissões de gases de efeito estufa.  Os recifes de coral estão a morrer. O aumento do nível do mar pode, em breve, fazer submergir deltas, destruir plantações e engolir costas e ameaçar a sobrevivência de muitas ilhas”, afirmou António Guterres num comunicado a que a Tatoli teve acesso.

Por sua vez, o Presidente francês, Emmanuel Macron, fez um apelo à ciência, ao direito internacional e à ação multilateral. “O abismo não está à venda, tal como a Gronelândia, a Antártida ou as águas internacionais. Se a Terra está a aquecer, o oceano está a ferver”, declarou.

Já o Presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, apelou à mudança de paradigma na relação com o oceano: “Não há mais tempo para retórica. É tempo de agir”. Defendeu ainda uma moratória à mineração em alto-mar até que a ciência avalie devidamente os riscos, uma posição já apoiada por 33 países.

Segundo fonte da ONU, o evento reuniu mais de 50 chefes de Estado e de Governo para se refletir sobre a crescente consciência de que a saúde dos oceanos está interligada com a estabilidade climática, a segurança alimentar e a justiça global. Um dos objetivos centrais da conferência é acelerar a ratificação do Tratado de Alto-Mar, aprovado em 2023, destinado a proteger a biodiversidade em águas internacionais.

A mesma fonte acrescentou ainda que, durante a semana, irão decorrer negociações decisivas sobre o financiamento azul, a poluição por plásticos e a mineração submarina, culminando com a adoção do Plano de Ação Oceânica de Nice, alinhado com o Acordo de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que visa proteger 30% dos ecossistemas marinhos e terrestres até 2030.

Notícia relacionada: França vai acolher 3.ª edição da Conferência da ONU sobre os Oceanos

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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