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Xanana Gusmão: só o direito internacional pode dar voz às nações frágeis e oprimidas

Xanana Gusmão: só o direito internacional pode dar voz às nações frágeis e oprimidas

O PM, Xanana Gusmão, discursou no encerramento do Seminário Regional sobre Descolonização, realizado em Díli, sob o tema Caminhos para um Futuro Sustentável: Promoção do Desenvolvimento Socioecónomico e Cultural dos Territórios Não Autónomos. Foto da Tatoli/António Daciparu

DÍLI, 23 de maio de 2025 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro (PM), Xanana Gusmão, afirmou que o direito internacional é o principal instrumento para a defesa dos direitos dos países frágeis e oprimidos, destacando a necessidade de esforço coletivo, persistência, estratégia e diplomacia para a sua aplicação eficaz.

A declaração foi feita durante o encerramento do Seminário Regional sobre Descolonização, realizado em Díli, sob o tema Caminhos para um Futuro Sustentável: Promoção do Desenvolvimento Socioecónomico e Cultural dos Territórios Não Autónomos. O evento foi coorganizado pelo Governo timorense e pelo Comité Especial das Nações Unidas sobre a Descolonização (C24).

“Continuo a acreditar que só o direito internacional pode dar voz às nações frágeis e oprimidas.  É o instrumento mais poderoso de que dispomos para a resolução pacífica de litígios e conflitos e o meio mais prometedor de garantir os direitos e a dignidade de todos os povos, autónomos ou não”, afirmou o Chefe do Executivo.

O PM recordou que Timor-Leste alcançou a sua independência com base no direito internacional e apelou para que os Territórios Não Autónomos possam seguir o mesmo caminho.

Para Xanana Gusmão, os Territórios Não Autónomos devem travar uma luta estratégica pela paz, através de uma comunidade internacional que disponha de meios diplomáticos e de instrumentos pacíficos para apoiar o reconhecimento dos direitos dos povos e das nações.

O Chefe do Executivo destacou a importância de fóruns como o C24 para que a solidariedade e a cooperação internacionais prevaleçam para erradicar o legado do colonialismo e todos os interesses económicos que negam aos povos o seu legítimo direito à autodeterminação.

O Chefe do Governo expressou ainda a esperança de que o seminário tenha propiciado a definição de novas estratégias para a promoção da dignidade e soberania dos povos em processo de descolonização.

“Que a voz de cada Território Não Autónomo se torne a nossa própria voz. Que a força e a ousadia das nossas ideias sejam canalizadas para ações concretas em cada uma das nossas sociedades”, concluiu.

Notícia relevante: Movimento Independente Kanak leva luta da Nova Caledónia à conferência C24

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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