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Expedito Ximenes: Lei da Comunicação Social tem de ser alvo de sensibilização geral

Expedito Ximenes: Lei da Comunicação Social tem de ser alvo de sensibilização geral

A Secretaria de Estado de Comunicação Social, em parceria com o Conselho de Imprensa e com órgãos de comunicação social, comemora o Dia Mundial da Liberdade com uma marcha entre a Audian e o Largo de Lecidere, em Díli. Foto da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 03, de maio de 2025 (TATOLI) – Timor-Leste registou uma queda significativa, este ano, no ranking mundial da liberdade de imprensa. Segundo o relatório publicado hoje pela Organização Não-Governamental Repórter Sem Fronteiras (RSF), o país desceu da 20.ª posição, em 2024, para a 39.ª em 2025, num total de 180 nações.

Referindo-se a esta descida e na sequência de um conjunto de iniciativas para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Secretário de Estado da Comunicação Social, Expedito Ximenes, afirmou que a instituição da tutela, em parceria com o Conselho de Imprensa, vai levar a cabo uma campanha geral de sensibilização sobre a Lei da Comunicação Social e sobre o Código Ético do Jornalismo para que a população e as instituições de Estado possam ter conhecimento sobre o papel e a relevância dos órgãos de comunicação social.

O governante lembrou que, no universo dos critérios de avaliação do ranking mundial da liberdade de imprensa, o desempenho de cada país depende de cinco indicadores contextuais: um político, um jurídico, um económico, um sociocultural e um de segurança.

“Em 2021, Timor-Leste ocupou a 71.ª posição no ranking mundial da liberdade de imprensa e desceu para a 17.º posição em 2022. Enquanto em 2023, o país Timor-Leste desceu de 10.ª para a 20.ª posição, no ano passado. Em 2025, caiu para 39.ª posição”, recordou Expedito Ximenes, em discurso no Largo de Lecidere, em Díli.

Para o Secretário de Estado, de acordo com a Lei Comunicação Social, os jornalistas têm a liberdade de expressão e liberdade de imprensa, mas “por vezes podem cometer erros, porque os profissionais de comunicação social não são anjos”. Acrescentou que, se alguns produtos jornalísticos afetam a privacidade de alguma pessoa ou de alguma organização, aquela poderá ter o direito de retificação ou direito de resposta com base na lei.

O governante sublinhou que apesar de o Executivo apoiar os órgãos de comunicação social com subsídios, continua a garantir a liberdade de imprensa e a defender que não haja intervenção política nas redações.

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Imprensa, Otélio Ote, frisou que o país registou uma descida significativa, este ano, no ranking mundial da liberdade de imprensa. “Devemos prestar atenção com urgência para esta situação”, referiu.

Notícia relevante: Timor-Leste desce dezanove lugares no ranking mundial da liberdade de imprensa

Jornalista: Ivonia da Silva

Editora: Isaura Lemos de Deus

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