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“Inúmeras raparigas são vítimas dos conflitos armados, dos riscos climáticos e das Catástrofes” é grito de alerta da Plan International no Dia Internacional da Rapariga

“Inúmeras raparigas são vítimas dos conflitos armados, dos riscos climáticos e das Catástrofes” é grito de alerta da Plan International no Dia Internacional da Rapariga

A Diretora da Plan International em Timor-Leste, Dillyana Ximenes. Foto da Tatoli/Francisvo Sony

DÍLI, 09 de outubro de 2024 (TATOLI) – “Inúmeras raparigas são vítimas dos conflitos armados, dos riscos climáticos e das catástrofes” foi a chamada de atenção da organização não-governamental Plan International a propósito do Dia Internacional da Rapariga, celebrado anualmente a 11 de outubro.

Foi com este mote bem presente que a Plan International em Timor-Leste, em cooperação com várias organizações de mulheres nacionais, lançou a companha “Unir pela paz e cujo objetivo é informar e inspirar a população sobre a construção da paz.

A Diretora Nacional da organização em Timor-Leste, Dillyana Ximenes, destacou que inúmeras raparigas são vítimas dos conflitos armados, dos riscos climáticos e das catástrofes e, por isso, “esta situação tem de acabar”. Lembrou ainda que o lançamento da campanha em apreço é para manifestar solidariedade com vítimas de conflitos e crises humanitárias em todo o mundo.

Dillyana Ximenes exortou o Governo, os parceiros de desenvolvimento e a sociedade civil a desempenharem o seu papel na promoção da paz e na redução do risco climático nas seguintes palavras: “pedimos também aos nossos líderes, ao Governo, aos parceiros de desenvolvimento e à sociedade civil que tomem medidas urgentes para lidar adequadamente com os riscos climáticos no mundo e no país”.

Para a responsável, é fundamental apoiar uma educação para a paz, segura e inclusiva a crianças e jovens, bem como um financiamento para a implementação da Declaração de Escolas Seguras. “É necessário reforçar também as economias locais e proporcionar oportunidades de emprego para que as raparigas, os rapazes e os jovens tenham opções adequadas e reconhecer as suas necessidades específicas”.

Recorde-se que o Dia Internacional da Rapariga foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 2011, com o objetivo de promover a proteção dos direitos das meninas e raparigas pelo mundo e a eliminação das discriminações de que ainda são alvo.

A chamada de atenção é para acabar com a vulnerabilidade, a discriminação e a violência que as meninas e raparigas são vítimas muitas vezes sob a justificação de “cultura”. Muitas raparigas continuam a ser impedidas de estudar e são obrigadas a casar pelas famílias, para não falar de exploração sexual, excisão, sujeição patriarcal aos maridos, pais ou líderes religiosos.

A UNICEF alertou que, em 2023, cerca de 370 milhões de raparigas, uma em cada oito, foram vítimas de violação e abusos sexuais durante a infância e subsequentes repercussões negativas na saúde e bem-estar psicológico, emocional e social na infância e adolescência. Em Timor-Leste, sobretudo casos de exploração infantil e casamento precoce já foram denunciados por diversas organizações não-governamentais e relatórios internacionais.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Isaura Lemos de Deus

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