DÍLI, 08 de março de 2024 (TATOLI) – A Direção Nacional de Veterinária do Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas (MAPPF) administrou, desde janeiro, a vacina antirrábica a 13.223 cães nos municípios de Bobonaro, Covalima e Oé-Cusse.
Segundo a Diretora da tutela, Joanita Jong, o objetivo da primeira fase era vacinar cerca de 16 mil animais.
“Conseguimos vacinar 13.223 cães, 3.832 em Oé-Cusse, 4.406 em Covalima e 4.985 em Bobonaro. Como não atingimos o nosso objetivo, vamos iniciar, já na próxima semana, a segunda fase da campanha”, informou Joanita Jong, à Tatoli, em Díli.
De acordo com a dirigente, o objetivo não foi alcançado porque, se por um lado as equipas tinham de percorrer vários quilómetros a pé para chegar a zonas remotas daqueles municípios, por outro deparavam-se com tutores que não autorizavam que os seus animais fossem vacinados.
Questionada sobre o número de animais vacinados na capital, a diretora referiu que as equipas veterinárias ainda estão no terreno, contudo adiantou que estava prevista a vacinação de até 10 mil cães.
Recorde-se que o Governo australiano disponibilizou a Timor-Leste cerca de 200 mil doses de vacinas antirrábicas para prevenir a propagação da raiva, após ter sido registado, em junho do ano passado, um surto em Timor Ocidental.
A doença afeta o sistema nervoso e central dos animais infetados com o vírus, sendo transmitida para o ser humano por meio da saliva daqueles. Se um animal, por exemplo um cão, estiver infetado com raiva e morder um indivíduo, a pessoa pode ficar infetada. Nos seres humanos, os sintomas iniciais envolvem febre, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite, mal-estar geral e náuseas. Os estágios mais avançados, contudo, incluem irritabilidade e ansiedade, sensibilidade extrema à luz, dificuldade para engolir alimentos, alucinações e convulsões. Já nos animais, salivação excessiva, agressividade incomum, alterações vocais e também sensibilidade à luz são alguns dos sintomas.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




