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Setor do comércio emprega 31% da força de trabalho timorense

Setor do comércio emprega 31% da força de trabalho timorense

Foto da Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 08 de novembro de 2023 (TATOLI) – O setor do comércio, a retalho e por grosso, empregava 31% da força de trabalho de Timor-Leste, o equivalente a cerca de 19.500 pessoas, revelou o relatório do Inquérito de Atividade Empresarial de 2022, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística de Timor-Leste (INETL). O objetivo deste inquérito foi medir a estrutura e o desempenho económico do setor empresarial formal, especificamente o não-petrolífero, e também fornecer um indicador para o valor do Produto Interno Bruto.

O relatório referiu também que o segundo maior setor a empregar trabalhadores foi o da categoria de outros, que inclui várias profissões fora da esfera do comércio formal e operadas em regime individual (venda ambulante, por exemplo) e que contribuiu com 24%, o equivalente a 15.400 pessoas.

“Em dezembro do ano passado, registaram-se 63.300 pessoas a trabalhar em empresas de Timor-Leste. Isto representava um aumento do emprego de 21,3% em comparação com dezembro de 2021. Cerca de 67% do total de trabalhadores eram homens, o que corresponde a 42.200 pessoas. Entre 2021 e 2022, o número dos homens aumentou para 15,9% e das mulheres subiu para 32%”, revela o documento que a Tatoli teve acesso.

Segundo a fonte, 85%, que correspondem a 53.600 trabalhadores timorenses, eram empregados em companhias que operam em Díli. Em 2022, o salário médio anual por trabalhador era de 2.600 dólares. O salário por trabalhador era mais elevado em Díli, 2.700 dólares, do que nos outros municípios, que era de 1.700 dólares.

Ainda na categoria de rendimentos, o relatório explica que em 2022 o setor não petrolífero registou um pequeno crescimento de cerca de 5%, em comparação ao 2021. O rendimento total foi de 1.995 milhões de dólares. Daquele valor,  cerca de 72%, o equivalente a 1.433,1 milhões foi gerado maioritariamente do comércio a retalho e por grosso e da indústria da construção civil.  Cerca de 94%, ou seja, 1.867 milhões provieram de empresas que operam em Díli.

No que toca às despesas, no ano passado o total dos custos operacionais das empresas não petrolíferas ascendeu a 1.482 milhões de dólares, uma descida cerca de 4% em comparação com 2021. A compra de equipamentos e de materiais e produtos aumentaram 6,5%, ou seja, 1.190 milhões de dólares. No entanto, este aumento não foi significativo em comparação com a diminuição de outras despesas e subsídios não salariais em cerca de 50% e 39% respetivamente, o que pode ser entendido como uma diminuição dos custos totais em relação a 2021.

“Registou-se também um aumento da variação de inventários, particularmente em produtos acabados e matérias-primas. Cerca de 95%, o equivalente a 1.408,5 milhões, do total das despesas operacionais foram provenientes de empresas que operam em Díli. As compras de fornecimentos e materiais e de produtos acabados representaram 80%, ou 1.190 milhões, de todas as despesas operacionais. O sector do comércio a retalho e por grosso foi responsável por 919,7 milhões. Os custos totais de mão-de-obra representaram 11,3% por cento ou 167,9 milhões do total das despesas operacionais”, refere a fonte.

Por outro lado, o lucro total gerado pelas empresas não petrolíferas locais durante 2022 foi de 535 milhões, o que representava um aumento de 46% em relação a 2021.  “Este decréscimo deveu-se ao facto de os rendimentos terem aumentado mais do que as despesas”, frisa o relatório. A fonte informa ainda que o setor da construção foi responsável por 26,2% ou 140,5 milhões de dólares de todo o lucro gerado durante o ano de 2022 naquilo que constitui a subida mais elevada de todos os setores.

No que toca as despesas de capital, durante de 2022, a compra de ativos de capital foi de cerca de 15 milhões de dólares. Os setores da construção, dos serviços, de alojamento e alimentação, reinvestiram a maior proporção dos seus lucros em despesas de capital, investindo 2,3 milhões de dólares e 1,1 milhões de dólares respetivamente.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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