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‘El Niño’ causa alerta de emergência de segurança alimentar em Timor-Leste

‘El Niño’ causa alerta de emergência de segurança alimentar em Timor-Leste

Foto/PAM.

DÍLI, 06 de novembro de 2023 (TATOLI) – O Governo de Timor-Leste, em colaboração com os Programas Alimentar Mundial (PAM) e da Agricultura (FAO, na sigla original) da Organização das Nações Unidas, emitiu um alerta de emergência avisando sobre os potenciais efeitos negativos na segurança alimentar, designadamente um risco elevado de escassez de alimentos causado pelo El Niño, pelo facto de o setor agrícola do país depender muito da periodicidade da água na estação das chuvas.

O comunicado do PAM refere que, com o aumento do nível de insegurança alimentar, Timor-Leste tem mostrado evidentes sinais de seca prolongada em 12 dos seus 14 municípios, com base no Índice de Seca, adotado pelo Executivo timorense e pela FAO.

O documento explica que o país enfrenta atualmente uma possível seca de longa duração causada pelo El Niño e prevê uma baixa precipitação até ao início do próximo ano, o que terá um efeito altamente prejudicial no setor agrícola.

“O nível de segurança alimentar em Timor-Leste atualmente afeta 22% da população, ou seja, cerca de 300 mil pessoas. Esta é uma consequência das cheias ocorridas ao longo de vários anos, do impacto da pandemia da covid-19, bem como do aumento do preço do arroz a nível nacional e internacional. Isto significa que uma visão de antecipação do El Niño deve ser considerada para que as populações permaneçam protegidas do risco de carências alimentares”, afirmou a representante do PAM em Timor-Leste, Alba Cecilia Garzon Olivares.

Em 2015 e 2016, a longa situação de seca causada pelo El Niño teve um impacto em 33% nos agregados familiares, com três em cada dez pessoas a sofrerem de escassez de alimentos.

A organização internacional revelou que o alerta de outubro aborda as ações que devem ser tomadas para preparar as comunidades no país, incluindo a análise de dados e informações atualizadas, bem como avaliações atuais para os municípios em nível de risco elevado, nomeadamente na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA), Viqueque e Liquiçá.

O alerta estabelece várias medidas de mitigação que devem ser tomadas imediatamente, tanto a curto como a médio prazo, incluindo a necessidade urgente de prontidão operacional para a compra de sementes em grande escala, o aumento das reservas nacionais de sementes para garantir um armazenamento seguro e de qualidade e apoios aos agricultores através do aumento do acesso à água e a práticas agrícolas produtivas.

A Autoridade de Proteção Civil e a FAO emitiram mensagens de alerta precoce aos agricultores, com conselhos e advertências sobre como gerir a agricultura e a produção de produtos agrícolas viáveis em cada município nos próximos meses.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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