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Aumento do preço de arroz em Baucau é preocupante

Aumento do preço de arroz em Baucau é preocupante

Foto da Tatoli/Antonio Goncalves

DÍLI, 31 de agosto de 2023 (TATOLI) – “Dantes comprava um saco de 25 quilogramas de arroz por 14 dólares americanos, mas agora, na maior parte das lojas, o preço ronda os 20 dólares”. São palavras de Juviana Freitas, uma consumidora de Baucau, mas que podiam vir da boca de qualquer outra pessoa que sente no orçamento familiar o aumento preço do arroz, bem alimentar de primeira necessidade em Timor-Leste.

Juviana Freitas é, então, apenas uma consumidora que, entre tantas outras, reconhece que não tem poder de compra, lamenta  que o aumento do preço do arroz tenha sido tão grande e faz um alerta: “Peço ao Governo que preste atenção ao preço do arroz para não prejudicar os consumidores”.

Questionado a este respeito, o Presidente da Autoridade Municipal de Baucau, Olívio Freitas, informou já estar ao corrente do aumento do preço de arroz e acrescentou que vai solicitar à Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica, Sanitária e Alimentar (AIFAESA) que esteja alerta aos preços, para que não haja especulação, sobretudo no preço dos bens de primeira necessidade.

O dirigente acrescentou que o Centro de Logística Nacional (CLN) de Baucau está a vender nos postos administrativos de Baguia e de Quelicai, um saco de 25 quilogramas de arroz por 12 dólares americanos. A diferença entre este valor e um de 20 dólares parece dar a entender que, dos grossistas (estabelecimentos que vendem em grandes quantidades) para os retalhistas (lojas), há uma subida de preço que não se justifica pelo custo da matéria-prima, do transporte nem do material vendido por grosso.

O Ministro do Comércio e Indústria, Nino Pereira, por seu turno, informou que o ministério se vai coordenar com empresas importadoras para tentar solucionar o problema. “Estamo-nos a coordenar também com o Ministério das Finanças, além disso apresentarei o problema em reunião de Conselho de Ministros para que sejam tomadas medidas urgentes”.

Para Nino Pereira, “uma forma de contornar o problema é o investirmos no setor agrícola para garantir a segurança alimentar [aumentando a produção nacional de arroz] e reduzir as importações”.

Notícia relevante: Plenário do Parlamento discute carestia no preço do arroz

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Isaura Lemos de Deus

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