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Estimular a criação e a rentabilidade musicais é ambição de festival afro-timorense

Estimular a criação e a rentabilidade musicais é ambição de festival afro-timorense

Foto do Marimba

DÍLI, 28 de agosto de 2023 (TATOLI) – Seis bandas provenientes de Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste vão participar no Festival Marimba Gathering, que decorrerá, no próximo ano, em Maputo, num evento organizado pelo Projeto Marimba.

O Coordenador-Geral do Projeto, Miguel Ângelo, informou o evento visa contribuir para o resgate da identidade cultural, para a sua divulgação e para o reforço, inclusão e sustentabilidade dos agentes do setor musical. Explicou que o Marimba lançou um concurso, entre  06 de março e 12 de julho, para selecionar as seis bandas que participarão no Festival Marimba Gathering

“Iremos selecionar duas bandas de Angola, duas de Moçambique, um da Guiné-Bissau e outra de Timor-Leste. A nossa intenção com este tipo de concursos é estimular a criação artística das novas gerações e promover o intercâmbio sociocultural”, disse o dirigente no Centro Audiovisual Max Stahl, em Díli.

O responsável frisou que, além da participação no festival e o pagamento das respetivas despesas, os vencedores receberão também um prémio pecuniário e as bandas selecionadas serão ainda agenciadas nacional e internacionalmente pela Marimba Booking/Soundsgood, uma estrutura que pretende promover criadores dos PALOP e Timor-Leste.

Miguel Ângelo explicou que o projeto Marimba é apoiado pelo PROCULTURA, programa dos PALOP-Timor-Leste e União Europeia, financiado pela União Europeia e cofinanciado e gerido pelo Camões-Instituto da Cooperação e da Língua. Visa a promoção de emprego e a criação de atividades geradoras de rendimento no setor cultura dos PALOP e Timor-Leste. Com uma duração prevista de 36 meses, o montante alocado ao Projeto é de 950 milhões de dólares e as atividades decorrem em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Também o embaixador do Marimba em Timor-Leste, Denilson Junior, destaca a importância do projeto no apoio aos artistas timorenses, ajudando-os a promover às suas músicas em plataformas da internet.

“Em Timor existem muitos artistas que cantam as suas músicas e publicam-nas nas redes sociais, mas eles não sabem como utilizar plataformas digitais como fonte e rendimento e, por isso, o Marimba ajuda-os a aumentar os seus conhecimentos para que utilizem plataformas como o Youtube e o Spotify para conseguirem ter rendimentos”, frisou.

Leo Moniz, um artista timorense, por sua vez, pede aos jovens artistas que aproveitem a oportunidade para promover os seus talentos através do projeto Marimba. “A presença do projeto no país é apoiar os artistas locais. Devem aproveitar esta oportunidade para digitalizar as suas músicas e publicar no Youtube e no Spotify de modo a ter uma fonte de rendimento extra e garantir a sustentabilidade da sua carreira”, aconselhou.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Isaura Lemos de Deus

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