DÍLI, 14 de junho 2023 (TATOLI) – A Chefe interina do Banco Nacional de Sangue do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), Agostinha Alves, informou que as reservas de sangue se estão a esgotar, restando apenas alguns sacos de sangue reservados a situações urgentes. A situação é, para a médica, fonte de grande preocupação.
“Neste momento, apenas dispomos de sete sacos de sangue do tipo A+, cinco de B+, seis de AB+ e seis de O+. Estas reservas destinam-se aqueles que precisam de sangue urgentemente”, informou Agostinha Alves à margem da celebração do Dia Mundial da Doação de Sangue, este ano subordinado ao tema Dar sangue, Dar plasma, Partilhar a vida, Partilhar muitas vezes.
Segundo a dirigente, o Banco Nacional de Sangue recolhe mensalmente apenas 20 a 30 sacos de sangue, quantidade que, a seu ver, não é suficiente para responder à necessidades hematológicas. “Temos poucos dadores de sangue e os que temos só o podem fazer de três em três meses. Precisamos de fazer campanhas de recolha de sangue noutros municípios, temos de envolver mais organizações, mais instituições e chegar a mais indivíduos para salvarmos mais vidas”, frisou.
Para Agostinha Alves, o Banco Nacional de Sangue deveria ser um instituto público, pois só assim é que este teria capacidade e recursos suficientes para organizar campanhas de doação de sangue em grande escala. Nesse sentido, pede ao novo Governo que considere aquela possibilidade, para resolver uma situação de debilidade também aventada pela Organização Mundial de Saúde, pela voz de Arvind Mathur.
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“Atualmente, apenas temos um médico, dois enfermeiros e 17 profissionais de laboratório. Necessitamos de mais recursos humanos, incluindo médicos e hematologistas. Peço ao novo Governo que transforme o Banco Nacional de Sangue num instituto público”, apelou a médica.
Agostinha Alves informou, finalmente, que a limitação de recursos humanos é mitigada pela colaboração com a Cruz Vermelha de Timor-Leste via organização de atividades de doação que permitem recolher sangue, plasma e plaquetas.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




