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Inspeção encontra 57 trabalhadores sem equipamentos de segurança e multa duas empresas de construção civil

Inspeção encontra 57 trabalhadores sem equipamentos de segurança e multa duas empresas de construção civil

Inspetor Frederico Matos conversa com trabalhadores.

DÍLI, 28 de abril de 2023 (TATOLI) – A direção da Inspeção Geral do Trabalho (IGT) da Secretaria de Estado para a Formação Profissional e Emprego (SEFOPE) identificou, esta sexta-feira, em Comoro, Díli, 57 trabalhadores da construção civil que não usavam equipamentos de segurança, sendo 39 timorenses.

Os empregados são funcionários das empresas Quatrocolegas e Karia Timor-Leste, que estão a erguer o edifício da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). As companhias serão multadas e notificadas a providenciar itens de proteção aos respetivos empregados.

A inspeção foi realizada no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, assinalado hoje, e do Dia do Trabalhador, a ser celebrado no próximo dia 1 de maio.

O Inspetor da IGT, Frederico Matos, apela às empresas para que sejam mais rigorosas no que diz respeito à segurança no trabalho, já que a garantia da integridade física dos funcionários é de responsabilidade dos empregadores.

“Temos visto muitos casos em que vidas humanas são perdidas pelo facto da segurança dos trabalhadores ser ignorada”, lamentou Frederico.

De acordo com o inspetor, de 2016 a 2023 a IGT registou 33 vítimas de acidentes de trabalho, 12 das quais morreram.

Hermenegildo da Cruz, um dos empregados da construção do edifício, que ali trabalha há 11 meses, sublinhou que a companhia nunca distribuiu qualquer equipamento de segurança para os funcionários. “Pedem-nos apenas para usarmos o que temos”, contou.

O porta-voz da Quatrocolegas e Karia Timor-Leste,  Evaristo Lima, disse que se iria esforçar para fornecer os materiais de proteção necessários para os trabalhadores.

Por sua vez, Almeiro Vila Nova, diretor da Confederação dos Sindicatos de Timor-Leste (CSTL), uma organização que defende os direitos dos trabalhadores, destacou que as empresas devem dar também formação aos funcionários, ao nível dos primeiros socorros e segurança no trabalho.

“Pedimos ao governo que acompanhe de perto os empregadores e suas companhias, para que os trabalhadores sejam salvos”, acrescentou.

Equipa da TATOLI

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