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Polícia regista 157 pessoas atropeladas em Díli nos dois primeiros meses do ano

Polícia regista 157 pessoas atropeladas em Díli nos dois primeiros meses do ano

Ex-comandante de Trânsito da capital, Domingos Gama. Fotografia da Tatoli/Egas Cristóvão.

DÍLI, 26 de abril de 2023 (TATOLI) – Díli enquanto capital do país tem um trânsito muito complicado em vários períodos do dia. As zonas de tráfego revelam um verdadeiro caos, que configura um perigo para condutores e, sobretudo, para pedestres.

Este ano, de janeiro a fevereiro, 157 pessoas foram atropeladas em Díli, sendo que três morreram, de acordo com informações da Polícia de Trânsito. Já no ano passado, em todo o território, 2.162 cidadãos foram vítimas de atropelamentos, conforme dados do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV).

Na avaliação do ex-comandante de Trânsito da capital, Domingos Gama, a imprudência dos condutores continua a ser a principal causa para a ocorrência de acidentes. Segundo Domingos Gama, a maioria das pessoas que conduz carros ou motas simplesmente não respeita os códigos de trânsito, semáforos ou passadeiras.

“Os cidadãos precisam de ter mais respeito e atenção quando estão a conduzir. É preciso, por exemplo, respeitar os limites de velocidade, evitar falar ao telefone no momento da condução e permitir que os pedestres utilizem as passadeiras com tranquilidade, dando preferência a eles”, destacou o ex-comandante.

O estudante de Economia da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), Inocêncio de Rosa, confessou que se sente inseguro diariamente ao caminhar para a escola ou para casa, por causa da imprudência dos condutores.

“Enquanto cidadão que anda a pé estou preocupado com alguns motoristas que continuam a conduzir em alta velocidade. Nem mesmo param quando atravessamos as ruas pelas passadeiras. Já quase fui atropelado pelo menos duas vezes este ano, uma em Comoro e outra nas proximidades da UNTL”, revelou.

Os próprios motoristas admitem sentir insegurança no trânsito em Timor-Leste, mas especialmente em Díli. Um homem que pediu para não ser identificado ressaltou que “conduzir em Díli está cada vez mais complicado. Ninguém respeita nada”.

A fonte, que defende a presença de mais polícias de trânsito nas ruas, disse acreditar que grande parte dos timorenses não possui formação adequada para conduzir carros ou motas, já que o processo para obtenção da carta de condução é pouco rigoroso. Durante a realização deste trabalho, a equipa da Tatoli constatou também que muitos timorenses conduzem sem sequer possuir carta de condução.

O artigo 207.º do Código Penal de Timor-Leste estipula que, “quem utilizar veículo motorizado sem para tal estar habilitado com a licença legalmente exigida, é punido com pena de prisão até 2 anos ou multa”.

Na prática, contudo, a aplicação da lei também é problemática: na maior parte dos casos, o condutor sem carta de condução e o polícia chegam a um acordo.

Medidas para tentar reduzir atropelamentos

Na tentativa de trazer mais consciencialização aos condutores, agentes do Departamento de Trânsito da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) estão a participar em eventos em universidades do país para falar da importância de se conduzir com responsabilidade e cuidado.

Neste sentido, a Direção Nacional dos Transportes Terrestres (DNTT) planeia no decorrer deste ano criar mais passadeiras em Díli e fazer a manutenção das que já existem, além de instalar mais sinais de trânsito e semáforos em diversos locais da capital.

Equipa da TATOLI

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