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Timorenses não usam a moeda de um centavo e comerciantes reclamam de prejuízos

Timorenses não usam a moeda de um centavo e comerciantes reclamam de prejuízos

DÍLI, 12 de abril de 2023 (TATOLI) – Criada quase seis meses antes da independência de Timor-Leste (a 20 de maio de 2002), a moeda de um centavo é ainda pouco utilizada pelos cidadãos. A situação preocupa os comerciantes que, na maior parte das vezes, se veem forçados a baixar o preço dos produtos, tendo prejuízos.

“Por exemplo, se um produto custa 82 centavos, a loja acaba por vendê-lo por 80. Com esta dedução, o vendedor sofre uma perda. Se imaginarmos que isto pode acontecer dez ou mais vezes, é fácil de fazer contas e prever o impacto ao nível do lucro para o negociante”, argumentou a Chefe do Departamento de gestão da Universidade de Timor Oriental (UNITAL), Rosita da Costa.

Segundo a dirigente, as pessoas não compreendem a importância da moeda de 1 centavo, rejeitando-a.

A funcionária do supermercado Meimart, Florinda da Silva, sublinhou que “a maioria dos clientes evita receber poucos centavos de troco e reclama”. Por essa razão, o estabelecimento altera o preço dos produtos.

Na avaliação da consumidora Valeriana da Costa, muito da rejeição vem do facto de que, “com a moeda, não se consegue comprar nada”. “As pessoas pensam: porque é que precisamos destas moedas?”, questionou.

No mundo, países como Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Rússia, Suécia, Suíça, Noruega, Dinamarca, África do Sul, Canadá, Argentina, Uruguai e Brasil tiraram as moedas de um centavo de circulação.

Em Timor-Leste, a referida moeda foi instituída, em 2001, em conformidade com as disposições do Regulamento n.º 2001/30 da Administração de Transição das Nações Unidas (UNTAET, em inglês).

Interesse de colecionadores

Se entre a população timorense a moeda de um centavo é recusada, para diversos colecionadores do mundo a situação é diferente. O estudante da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), Jean Klau, observou que, em alguns sites, a moeda chega a ser vendida por até quatro dólares americanos.

Segundo o Governador do Banco Central de Timor-Leste, Abraão de Vasconcelos, já foram encomendados por entusiastas da Alemanha e dos Países Baixos pelo menos 13 milhões de moedas timorenses.

Para Rosita, contudo, é preciso que o Governo adote alguma medida para que a moeda de um centavo possa voltar a ser utilizada. “É necessário que as autoridades realizem uma investigação aprofundada para descobrir as causas e tendências no uso das moedas. Sabemos que as pessoas não utilizam as moedas de um centavo há muito tempo, pelo que é importante conhecer as razões e resolver este problema”, avaliou.

Equipa da TATOLI

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