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Baixo rendimento anual motiva abandono do cultivo de café

Baixo rendimento anual motiva abandono do cultivo de café

Secretário de Estado do Ambiente, Demétrio do Carvalho de Amaral.

DÍLI, 31 de março de 2023 (TATOLI) – Timor-Leste perdeu 20 mil hectares de café desde a independência, alguns deles foram transformados em hortas de mandioca, de milho ou foram mesmo abandonados pelos agricultores. O motivo radica no pouco rendimento económico anual que se obtém da exploração de café. Dados apontam para um máximo anual de 300 dólares americanos.

O Secretário de Estado do Ambiente, Demétrio do Amaral, lembrou que, quando Portugal saiu de Timor-Leste, os agricultores começaram a diminuir as plantações de café,  alguns até cortaram os pés de café para produzir lenha para vender, para cozinhar ou para outros fins. “Evidências mostram que, no tempo português, tínhamos mais de 70 mil hectares de café, mas desde a independência perdemos 20 mil”.

“Timor-Leste perdeu 20 mil hectares de café, porque o rendimento anual dos agricultores é muito baixo. Por ano os agricultores só ganham 300 dólares. Ficaram desmotivados, porque sentiram que já não havia valor económico”, informou Demétrio do Amaral, em Bebora, Díli.

Para evitar que os agricultores continuem a abandonar os cafezais, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) assinaram, no ano passado, um acordo para a revitalização e expansão das plantações de café nos municípios de Aileu, Bobonaro, Ermera, Liquiçá, Manatuto e Manufahi.

O acordo visa executar 6,4 milhões de dólares americanos para um programa de renovação de pés de plantas de café e de árvores de proteção. Neste programa, 37% do orçamento será executado pela SEA para descarbonizar diversas áreas e para criar plantações, incluindo hortas. Os restantes 63% vão ser executados pelo MAP.

“Se não incentivarmos os nossos agricultores a continuar a cuidar dos nossos cafezais, as comunidades vão abandoná-los e Timor-Leste só vai ficar com a história”, disse o Secretário de Estado do Ambiente.

Demétrio do Amaral sugere que, “as comunidades preservem as plantações de café. Se continuarem a estragar as plantações, estarão a arruinar o nosso ecossistema secundário [fauna carnívora]”.

“As plantações de café são ecossistemas secundários importantes já há muitos anos. Além de permitirem acumular depósitos de água, relevantes para produzir água potável, são recursos importantes para a biodiversidade animal se desenvolver, isto é, animais selvagens que se alimentam de outros herbívoros e que vivem em plantações de café”, frisou o dirigente.

Refira-se que a população que tem dependência da economia do café é de mais de 28% ou seja mais de 350 mil pessoas estão dependentes da cadeia económica do café.

Notícia relacionada: China apoia revitalização do café no país

Equipa da TATOLI

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