DÍLI, 27 de março de 2023 (TATOLI) – O problema da proliferação de lixo em Timor-Leste, especialmente o de resíduos de plástico, atingiu uma gravidade que justifica o estabelecimento de uma equipa interministerial que, seriamente, se dedique à defesa do meio ambiente. Essa é a avaliação da Diretora Nacional do Centro de Educação e Informação Ambiental (CEIA), Amenica Machado, no âmbito do Dia Internacional da Água.
“Cuidar do meio ambiente não é responsabilidade singular, mas um trabalho conjunto que necessita do apoio das entidades privadas e públicas”, realçou a diretora.
Amenica ressaltou que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) tem dois programas importantes, nomeadamente o Escola Verde, que já beneficiou onze escolas em seis municípios e o Bairro Verde, implementao pelas comunidades de Díli, Manatuto e Liquiçá.
O ativista ambiental Elísio Soares demonstrou desconfiança em relação às ações do Governo, dado que, apesar de já terem sido implementadas, não funcionam na prática.
Elísio destacou, por exemplo, a Política Plástico Zero, prevista pelo decreto-lei n.o 37/2020 e que, a vigorar desde janeiro 2021, “não tem contribuído para a redução de resíduos de plástico, sobretudo nas praias e em lugares públicos”.
“E, além disso, convém referir que os membros do Governo ainda utilizam garrafas de plástico nos encontros formais”, lamentou o ativista.
Elísio observou que os maiores problemas relacionados com a quantidade de lixo nas vias públicas são a falta de consciência dos cidadãos e o facto de a limpeza ainda ser muito demorada.
De acordo com os dados do Ministério da Administração Estatal, são diariamente produzidas em Díli mais de 200 toneladas de lixo, das quais 55% são despejados na lixeira de Tíbar e 45% vão diretamente para valetas, rios e mar.
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Equipa da TATOLI




