DÍLI, 14 de fevereiro de 2023 (TATOLI) – O Presidente da Comissão G, que trata dos Assuntos de Educação, Juventude, Cultura e Cidadania, António Verdial, reuniu-se com os representantes dos 1.371 professores que não foram selecionados no processo de recrutamento que visava a contratação 2.111 docentes a nível nacional. O deputado confirmou que mais de 300 professores voluntários não admitidos exigiram que o MEJD cancelasse temporariamente o recrutamento, porque suspeitam de irregularidades.
“Os docentes solicitam ao Ministério da Educação, Juventude e Desporto que suspenda o processo de recrutamento, antes de os admitidos assinarem os respetivos contratos, porque, no entender deles, há algo que não está claro”, informou António Verdial no Parlamento Nacional, após o término da reunião com os representantes dos professores voluntários não admitidos.
A este propósito, o ministro da tutela, Armindo Maia, informou que existe um prazo para a apresentação de reclamações.
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“A contar da data do anúncio no Jornal da República, os professores têm 15 dias para apresentar reclamação”, afirmou o governante, em Vila-Verde.
Armindo Maia salientou ainda que as reclamações deverão ser entregues no edifício da Educação Municipal, acrescentando que “caso se constatem erros, o MEJD irá resolvê-los”.
Recorde-se que esteve em curso um processo de recrutamento que visava criar vínculos docentes menos precários às escolas. Concretamente, o MJED queria contratar 2.111 docentes que tivessem exercido funções em escolas privadas entre 2003 e 2013 ou escolas públicas entre 2007 e 2017.
Tanto para os docentes contratados, como para os voluntários, a ideia era dotar os professores de um contrato mais seguro e de um salário consentâneo com um vínculo menos efémero.
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Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Isaura Lemos de Deus




