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OIM: “Mais de 50 mil migrantes perderam a vida em rotas migratórias”

OIM: “Mais de 50 mil migrantes perderam a vida em rotas migratórias”

DÍLI, 18 de dezembro de 2022 (TATOLI) – Nos últimos anos, os conflitos, a insegurança e os efeitos das alterações climáticas e das guerras, contribuíram fortemente para movimentos migratórios involuntários, quer no interior dos países, quer cruzando fronteiras, revelou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

“Em 2020, mais de 281 milhões de pessoas eram migrantes internacionais, enquanto mais de 59 milhões de pessoas estavam deslocadas internamente”, afirmou a organização num relatório sobre a Migração Mundial 2022 a que a Tatoli teve acesso.

No documento lê-se que a organização considera que um dos principais motivos que leva as pessoas a se deslocarem, migrantes ou refugiados, está na circunstância de serem dos grupos mais vulneráveis ​​e marginalizados das sociedades onde estavam inseridos.

“Eles estão frequentemente expostos a abusos e a exploração, têm acesso limitado a serviços essenciais, incluindo cuidados de saúde, e são confrontados com ataques xenófobos e estigmas, alimentados por desinformação”, diz o relatório.

A OIM considerou que muitos trabalhadores migrantes estão frequentemente “em empregos temporários, informais ou não protegidos, o que os expõe a um maior risco de insegurança, de fácil caducidade dos contratos e de más condições de trabalho”.

A organização internacional afirmou que, devido à falta de rotas de migração seguras, milhões de pessoas continuam a fazer viagens perigosas todos os anos. “Desde 2014, mais de 50 mil migrantes perderam a vida em rotas migratórias em todo o mundo”, aponta o relatório.

Apesar disso, a organização considerou que os migrantes provaram ser uma fonte de “prosperidade, inovação e desenvolvimento sustentável para os países de origem, de trânsito e de acolhimento”.

“A sua contribuição financeira através das remessas monetárias oferece um nível de vida melhor às famílias e estimula os mercados locais, especialmente os dos países de baixo e médio rendimento, enquanto o seu papel no mercado de trabalho continua a ser inestimável, como se tornou evidente na sua inclusão na linha da frente da resposta à pandemia da covid-19”, afirma.

ONU pede uma reflexão sobre vida dos migrantes

Em mensagem para a comemoração do Dia Internacional dos Migrantes, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma reflexão sobre a vida dos mais de 280 milhões de pessoas, que deixaram seus países em busca de oportunidades de trabalho, de dignidade, de liberdade e, em geral, de uma vida melhor.

O dirigente de ONU considerou que “a migração é um poderoso motor de crescimento económico, de dinamismo e de compreensão”. António Guterres defendeu que “não há crise migratória, há uma crise de solidariedade”. Aconselhou ainda uma ação coletiva para expandir e diversificar os caminhos de migração baseados nos direitos humanos e na tentativa de resolução do problema da escassez de mão-de-obra nos mercados de trabalho dos países desenvolvidos.

“Ao comemorarmos o Dia das Nações Unidas, vamos renovar a nossa esperança e convicção no que a humanidade pode alcançar quando trabalhamos unidos, em solidariedade mundial”, solicitou.

Todos os anos, a 18 de dezembro, o mundo assinala o Dia Internacional dos Migrantes, um dia reservado para reconhecer a importante contribuição dos migrantes bem como os desafios que enfrentam na busca de uma vida melhor.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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