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CEPAD: Participação dos timorenses é essencial no combate e prevenção da corrupção no país

CEPAD: Participação dos timorenses é essencial no combate e prevenção da corrupção no país

Seminário da CAC, sob o tema “Promover a Participação Público na Prevenção e Combate à corrupção. Fotografia/Francisco Sony.

DÍLI, 06 de dezembro de 2022 (TATOLI) – Para assinalar o Dia Mundial da Anticorrupção, a 9 de dezembro, a Comissão Anti-Corrupção (CAC) organizou um seminário, sob o tema “Promover a Participação Público na Prevenção e Combate à corrupção”.

Este evento realizado em parceria com a Organização Mundial de Parlamentares contra a Corrupção (GOPAC), com o Centro de Estudos para a Paz e o Desenvolvimento (CEPAD) e com a Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça (PDHJ).

O Diretor-Executivo do CEPAD, João Boavida, considerou que o seminário visa reunir e trocar ideias para erradicar a corrupção e assegurar o interesse comum pelo bem-estar dos cidadãos e do país.

“Todos nos temos responsabilidade e obrigação em colaborar com as instituições de anticorrupção, com o Governo e com a sociedade civil para combater a corrupção”, afirmou, no salão da CNE, em Colmera.

Por sua vez, a Provedora dos Direitos Humanos e Justiça (PDHJ), Jesuína Maria Ferreira Gomes, considerou que a corrupção é mau comportamento que decorre de situações complexas e envolve os governantes, políticos, funcionários públicos e partes interessadas.

“A corrupção ocorre porque é apoiada por três aspetos, nomeadamente a religião, de fatores organizacionais porque os líderes não demostram a qualidade de chefia, os sistemas de responsabilização inadequados, as fraquezas no controlo e, por último fator são os indivíduos uma vez não estão conscientes da corrupção”, frisou.

A dirigente salientou ainda que para combater a corrupção é preciso ter “vontade política e compromisso de todos os cidadãos”.

“A prevenção da corrupção são esforços coletivos, do Estado, do setor privado, da sociedade civil e da comunidade em geral através da participação pública”, aconselhou.

Também o Comissário da CAC, Sérgio Hornay, afirmou que a visão do CAC é reforçar o Estado de direito democrático e assegurar que todas as pessoas tenham o direito de ocupar cargos, mas tenham a obrigação de cumprir a lei para servir bem as instituições, a sociedade e o país.

“O evento serviu como uma alternativa para consolidar os nossos esforços e comportamento diário para combater ou minimizar as potenciais que nos leva a prática corrupção”, disse.

Marcaram presentes no seminário, académicos, organização da sociedade civil, servidor público de linhas ministeriais, membro do grupo Consultivo Nacional para Boa-Governação, representantes da Igreja, bem como autoridades locais e agência internacional.

Notícia relevante: Dia Mundial da Anti-Corrupção com várias atividades para sensibilizar público na prevenção e combate à corrupção

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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