DÍLI, 08 de novembro de 2022 (TATOLI) – A bancada da oposição do Parlamento Nacional defendeu que a capacidade do Governo na execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2022 é muita baixa.
“A taxa de execução do Orçamento Geral de 2022 é muita baixa. Até ontem, a execução era apenas de 41%. Questionei, por isso, a proposta do Orçamento Geral do Estado em pedir mais de 3 mil milhões de dólares americanos para o próximo ano. Penso que não tem lógica”, disse o Vice-Presidente da bancada do CNRT, Patrocínio Fernandes, no Parlamento Nacional.
O deputado salientou ainda que os governantes vão participar, em abril do próximo ano, em campanhas para as eleições parlamentares e não estarão disponíveis para o serviço nos respetivos ministérios. Por isso, também se vai prejudicar a execução do OGE de 2023.
“Não é razoável para o Governo pedir um grande montante na proposta do Orçamento Geral do Estado para 2023”, referiu.
Também a deputada Virgínia Ana Belo considerou que a capacidade de execução do orçamento do atual Governo é muita baixa. “Os governantes clarificaram aos deputados na audiência pública que o Governo não se importa com a taxa da execução e que, ainda, é importante a qualidade dos projetos a concretizar”.
Segundo a deputada, o Governo precisa de estar consciente da sua capacidade de execução e não convém, por isso, prever um grande montante na proposta do OGE para 2023.
“O Governo não executou o atual orçamento adequadamente, causando o aumento do preço dos bens alimentares e não investindo na criação de emprego. Por isso, muitos jovens procuram trabalho no estrangeiro”, explicou.
Adriano do Nascimento, deputado da bancada do Partido Democrático, disse que o desempenho do OGE de 2022 não deu esperança à população ou ao país.
“As estatísticas mostraram que a taxa de execução do OGE de 2022 até ontem, ficou-se pelos 41%”, adiantou.
A Chefe da bancada do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan, Olinda Guterres, defendeu o Governo com a tese de que se priorizou a qualidade da execução em detrimento da quantidade e acrescentou: “se não se cumprir a execução do orçamento, este volta para os cofres do Estado”.
O Ministro das Finanças, Rui Augusto Gomes, pediu aos deputados que não priorizem a baixa taxa de execução do orçamento, porque é necessário analisar ainda o impacto de execução política, via indicadores de progresso e sucesso da governação.
“Não se pode olhar apenas a percentagem de execução do orçamento. Sugiro que se veja o seu impacto”, concluiu.
Jornalista: Domingos Piedade Freitas
Editora: Maria Auxiliadora




