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Primeiro-Ministro solicita a parceiros internacionais que continuem apostar em Timor-Leste

Primeiro-Ministro solicita a parceiros internacionais que continuem apostar em Timor-Leste

Primeiro-Ministro timorense, Taur Matan Ruak. Imagem Tatoli/António Gonçalves.

DÍLI, 07 de novembro de 2022 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro timorense, Taur Matan Ruak, pediu hoje aos parceiros internacionais que continuassem a apoiar o desenvolvimento do país.

“O meu apreço pelos nossos parceiros de desenvolvimento, que recorrendo a diversas formas de cooperação e modalidades de apoio ao desenvolvimento, continuam a caminhar lado a lado com o Governo de Timor-Leste”, disse o Taur Matan Ruak, no debate do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2023, no Parlamento Nacional.

O Chefe do Governo solicitou  aos parceiros que continuassem a contribuir  para elevar o padrão de vida dos cidadãos, a promover o aumento da transparência da gestão pública e a assegurar a qualidade dos projetos de investimento.

Segundo o Primeiro-Ministro, os parceiros de desenvolvimento e as instituições financeiras internacionais asseguram a transferência de conhecimentos e que Timor-Leste adote melhores práticas internacionais, ampla e longamente testadas.

O OGE para 2023 prevê que o apoio dos doadores internacionais seja de 163 milhões de dólares americanos para reforçar as atividades do Governo. Segundo o documento do OGE de 2023, aquela verba será em assistência não financeira.

O apoio externo prestado por doadores multilaterais e bilaterais a Timor-Leste inclui os projetos de assistência externa executados em colaboração direta com os ministérios, através de organizações não-governamentais (ONG) e implementados de forma independente.

“As áreas de ajuda externa são a educação, a saúde, o combate à subnutrição, questões de juventude e género, agricultura e desenvolvimento rural, o turismo, infraestruturas para o desenvolvimento, melhorias na conectividade e acessibilidade, água e saneamento, integração regional, desenvolvimento do setor privado e gestão do setor público”, de acordo com o documento do OGE.

Os 163 milhões de dólares acima referidos, serão provenientes das seguintes fontes – 44 milhões de dólares da Austrália, 15 milhões de Portugal, 11 milhões da Coreia do Sul, dez milhões da Nova Zelândia, sete milhões da União Europeia, três milhões da Embaixada dos Estados Unidos da América, três milhões do Japão, dez milhões da Agência de Cooperação Internacional da Coreia do Sul, um milhão do Banco Asiático de Desenvolvimento e cerca de 10 mil das Nações Unidas.

Acrescem ainda financiamentos do Fundo das Nações Unidas para a Infância, do Banco Mundial, cada um com nove milhões, oito milhões do Fundo Global de Combate à SIDA, Tuberculose e Malária, seis milhões da Organização Mundial da Saúde, seis milhões do Fundo Climático Verde, cinco milhões do Programa Mundial de Alimentos, dois milhões do Fundo das Nações Unidas para a População, e ainda outras quantias menores da ONU Mulheres, do Fundo Fiduciário Global de Mecanismo Ambiental e do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

 

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