iklan

INTERNACIONAL, ECONOMIA, HEADLINE

Empresa timorense exporta cinco toneladas de camim para a China

Empresa timorense exporta cinco toneladas de camim para a China

Acelda exporta 25 bidões de óleo de noz da Índia para a China.

DÍLI, 26 de outubro de 2022 (TATOLI) – A empresa Acelda exportou 25 bidões, o equivalente a cinco toneladas, de óleo de noz da Índia para a China, após este país ter suspendido, durante dois anos, qualquer importação devido à pandemia da covid-19.

A informação foi transmitida no âmbito de uma cerimónia, em Comoro, que visava destacar a reativação de atividades comerciais com a China e que contou com a presença de representantes da embaixada chinesa em Timor-Leste e da Agência de Promoção de Investimento e Exportação de Timor-Leste.

O diretor da empresa, Higinio da Costa Freitas, disse que esta foi a primeira exportação após dois anos de suspensão de venda de produtos  para a China, devido à pandemia da covid-19. Durante este período, o Governo chinês proibiu as importações de vários países, incluindo Timor-Leste.

Para efeitos desta exportação, a Acelda teve de cumprir vários requisitos exigidos pelas autoridades chinesas. A este propósito, Egínio da Costa Freitas informou que a sua empresa tem enfrentado problemas em exportar produtos para o mercado chinês, pois o sistema daquele país exige a apresentação de vários certificados, de uma Ficha de Dados de Segurança Material (MSDS) e ainda de documentos que atestem os resultados de testes aos produtos a exportar.

“Hoje exportamos 25 bidões de óleo de nozes, o equivalente a 30 mil dólares americanos, para o mercado chinês”, informou o diretor da Acelda, à Tatoli, à margem da referida cerimónia.

Questionado sobre o aumento da quantidade de produção, o diretor afirmou que “a produção depende da procura no mercado e da disponibilidade do produto, porque alguns destes frutos são antigos pois foram plantados no tempo português e indonésio e esta antiguidade das plantas tem um impacto na produtividade”.

No seguimento, Higinio da Costa Freitas apelou: “pedimos ao Governo que renove e reabilite as plantações de camim. É essencial fazermos um rejuvenescimento”.

Em anos anteriores, a empresa exportou o produto para a China em cinco ocasiões: “a primeira importação foi de cinco bidões, o equivalente a uma tonelada, a segunda de dez, a terceira de 15 e a quarta de 20”.

O representante da Agência de Promoção de Investimento e Exportação de Timor-Leste, Décio Ribeiro Sarmento, salientou, no assunto em apreço, que a sua agência está empenhada em ajudar e facilitar o acesso do setor privado aos mercados internacionais para ajudar o crescimento económico do país.

“Estamos atualmente empenhados numa discussão com a embaixada chinesa para facilitar o acesso dos nossos produtos, tais como café, inhame e baunilha ao mercado chinês”, declarou Décio Ribeiro Sarmento.

Por sua vez, o Representante da Embaixada da China em Timor-Leste, Li Zhibo, mostrou-se satisfeito por ter testemunhado as exportações de óleo de nozes para o seu país. “É um passo positivo este ano e penso que a exportação dos produtos de Timor-Leste no mercado da China vai melhorar as receitas dos exportadores e promover a recuperação da economia do país”.

Li Zhibo declarou ainda que a embaixada chinesa em Timor-Leste está empenhada em promover a cooperação económica e comercial entre os dois países. “Vamos promover mais produtos de Timor-Leste na China tais como café, inhame de pata de elefante e peixes. É o nosso alvo e penso que é também o alvo do Governo de Timor-Leste”.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

iklan
iklan

Leave a Reply

iklan
error: Content is protected !!