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Seropositivas sentem “estigma e discriminação”

Seropositivas sentem “estigma e discriminação”

Ministra da Saúde, Odete Belo. Imagem da Tatoli /Egas Cristovão.

DÍLI, 30 de setembro de 2022 (TATOLI) – A Ministra da Saúde, Odete Belo, considerou que as seropositivas continuam a viver uma situação de “estigma e discriminação”, sentida não somente na família, como na população em geral.

Para Odete Belo, este não é um ambiente propício conducente à cura das pacientes. Patologias como a hepatite e SIDA são atualmente doenças crónicas, que, com tratamentos e medicação adequada, permitem uma qualidade de vida que há alguns anos não era possível.

Mais ainda, a toma de medicação por parte de uma mãe portadora do vírus do VIH permite que a síndrome da mãe não seja transmitida para os filhos, podendo estes nascerem sem o vírus.

“Os vírus da hepatite e do VIH/SIDA têm uma ligação com um estigma e uma discriminação, os seus portadores, sobretudo as mulheres e grávidas, sentem esta situação. Tal faz com que tenham medo de continuar os tratamentos, preferindo parar de usar os fármacos”, afirmou a governante, no Palácio do Governo, Díli.

Odete Belo pediu à população e às famílias que não discriminem os portadores do VIH/SIDA e da hepatite. A ministra acrescentou que Timor-Leste já tem possibilidades de tratar estas patologias, desde o diagnóstico, à prescrição e tratamento (disponibilização de medicação e acompanhamento médico) pelo que não há motivos para não fazer o tratamento. O estigma da doença e a discriminação de que os pacientes são vítimas é uma questão de educação e consciencialização.

A ministra sublinhou que é perigoso para as grávidas parar de tomar os medicamentos, já que pode provocar a transmissão do vírus para os seus filhos. Advertiu: “Temos atualmente alguns medicamentos para as grávidas, visando prevenir a transmissão do vírus aos filhos. Mas, a eficácia daqueles depende da vontade dos pacientes em tomá-los”, acrescentou.

Recorde-se que o Ministério da Saúde registou, entre 2003 e junho deste ano, 1.704 seropositivo, sendo que dos quais 178 são novos casos e incluem 51 crianças com menos de cinco anos.

Já 166 portadores do VIH/SIDA morreram e, entre os casos atuais ativos, 51% fazem tratamento.

Jornalista: Domingos da Piedade Freitas  

Editora: Isaura Lemos de Deus

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