DÍLI, 13 setembro de 2022 (TATOLI) – O Diretor-Executivo do Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos de Saúde (SAMES), Santana Martins, reconheceu que há um défice de medicamentos no suprimento da instituição que gere.
No caso, o dirigente calculou um valor de 52%, sendo que alguns são essenciais. Tal afeta, como é natural, o funcionamento normal do principal hospital do país, o Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), no que toca às prescrições e tratamentos, mas também os hospitais e centros de saúde municipais.
“De acordo com o nosso relatório, faltam 52%, ou seja, 275 tipos de medicamentos essenciais, vitais e não essenciais, no armazém”, afirmou o dirigente à Tatoli, no Campo Alor, Díli.
Segundo o responsável, 74 tipos de medicamentos já chegaram ao Porto de Díli, mas o SAMES ainda está com problemas na descarga dos fármacos, pois alguns destes não foram previamente registados no Ministério da Saúde. Este problema obstaculiza o levantamento dos medicamentos, Porto bem como a sua distribuição pelas instituições de saúde.
Para resolver a questão, a Vice-Ministro da Saúde, Bonifácio Mau Coli dos Reis, deu orientações a dirigentes das instituições revelantes para acelerarem o levantamento dos medicamentos no porto, de modo a responder rapidamente à falta destes produtos no HNGV e em outras estruturas de saúde.
Segundo o responsável, todas as farmácias privadas deviam registar antecipadamente os tipos de fármacos que tencionam importar no ministério próprio e, não o fazendo, tal levanta problemas à descarga e receção dos medicamentos no porto de Díli. Este problema causa também, segundo Santana Martins, um “número insuficiente de fármacos”.
O diretor afirmou que, concretamente, o HNGV apresentou um pedido de envio de 215 tipos de fármacos dos quais 190 estão com rotura de suprimento em armazém.
Notícia relevante: Hospital Nacional alerta para rutura no stock de medicamentos
Jornalista: Isaura Lemos de Deus
Editora: Maria Auxiliadora




