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Cuba quer dar início a indústria farmacêutica em Timor-Leste

Cuba quer dar início a indústria farmacêutica em Timor-Leste

O Terceiro Secretário da Embaixada de Cuba, José Ernesto Díaz Pérez. Imagem do Afonso do Rosário.

DÍLI, 11 de setembro de 2022 (TATOLI) – O Governo cubano quer desenvolver a indústria farmacêutica em Timor-Leste para ajudar a acabar com a dependência de medicamentos importados, revelou o representante da embaixada de Cuba, José Ernesto Díaz Pérez.

José Pérez defende que o investimento nesta indústria permitiria uma autossuficiência no consumo de medicamentos no país.

O diplomata garante que o Governo cubano está comprometido em oferecer aos timorenses formação tecnológica para a produção de fármacos.

Cuba pretende igualmente criar uma fábrica de iogurte em Timor-Leste para combater a desnutrição no país. “O iogurte faz bem à saúde, melhora o funcionamento do sistema nervoso e a imunidade e pode diminuir o risco de cancro”, explicou à Tatoli numa entrevista exclusiva, no Farol.

O diplomata avançou ainda que existem várias empresas cubanas interessadas em investir nestas duas áreas no país. “Queremos ter empresas que produzam e forneçam em Timor-Leste”, afirmou.

Para o efeito, a embaixada cubana estabeleceu contactos iniciais com o Executivo timorense para uma possível parceria de investimento.

“Tenho certeza de que os governos dos dois países vão iniciar os projetos. Cuba e Timor-Leste vão implementá-los em conjunto”, concluiu.

O Presidente da República, José Ramos Horta, tinha recomendado ao Governo o investimento na indústria farmacêutica no país, através de Parcerias Público-Privadas, para reduzir a dependência da importação de fármacos.

“O país não pode depender totalmente da importação de medicamentos. O Governo pode investir no setor farmacêutico, através de um contrato de prestação de serviços com empresas brasileiras, cubanas, indonésias ou portuguesas para produzir fármacos”, afirmou aos jornalistas.

O Chefe de Estado é da opinião de que cerca de 30% dos medicamentos deveriam ser produzidos no país, com uma qualidade equivalente à da Europa.

A este propósito, o Vice-Ministro da Saúde, Bonifácio Maucoli dos Reis, informou que o Executivo estabeleceu contactos preliminares com o Governo cubano para uma eventual parceria na produção de fármacos.

“Cuba está disponível para enviar matérias-primas de uso farmacêutico para Timor-Leste. É necessário um orçamento adequado para se criar uma empresa”, afirmou.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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