DÍLI, 09 de setembro de 2022 (TATOLI) – Os comandos das FALINTIL – Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional (PNTL) assinaram um acordo de compromisso conjunto para garantirem a segurança e a tranquilidade pública no país.
O acordo surgiu, recentemente, na sequência da união de vontades entre as duas forças de segurança, de lidar com a violência e instabilidade gerada pelos episódios de conflito ocorridos em algumas ruas da capital. Esta decisão foi, também, legitimada ao mais alto nível político.
O objetivo desta união não assenta no combate à violência gerada pelos grupos de artes marciais, mas uma atuação que, pela sua visibilidade e prontidão, previna e tenha condições para dissuadir qualquer episódio de confrontos.É, também, considerado muito importante que os conflitos ocorridos não se disseminem para outros municípios.
Foi este o teor da mensagem do Chefe de Estado-Maior-General das F-FDTL, Tenente-General Falur Rate Laek, quando afirmou que a assinatura do acordo prevê que, até ao dia 13 deste mês, sejam adotadas algumas medidas excecionais que envolvem uma atuação conjunta entre as F-FDTL e a PNTL.
“Elaboramos um conjunto de diretivas para respondermosà sequência de graves acontecimentos que ocorreram nas últimas semanas no país perpetradas por jovens que perturbaram a ordem pública e criaram instabilidade”, afirmou o Tenente-General, em Fatuhada.
Segundo Falur, a assinatura do acordo conjunto visareforçar as operações no país para restaurar a paz e a estabilidade nacional, pois as F-FDTL e a PNTL são instituições treinadas para assegurarem a ordem e tranquilidade púbicas e, também, afirmarem a soberania do país.
De acordo com o relatório recebido pelo Comando das F-FDTL, os jovens envolvidos nos recentes conflitos, têm cerca de 22 anos. Foi, justamente, aos líderes destes jovens de grupos de artes marciais que o
Segundo Comandante da PNTL, Comissário Mateus Fernandes, apelou para que controlassem os seus membros de modo a se evitarem conflitos.
“Obedecendo às leis, as duas instituições vão defender a legalidade democrática a fim de cumprirem os compromissos comuns de garantir a paz e a segurança interna de forma neutra e imparcial. Não vamos tolerar quaisquer atos que perturbem a ordem pública e geram pânico na sociedade”, frisou.
Jornalista: Afonso do Rosário
Editora: Maria Auxiliadora




