DÍLI, 06 de julho de 2022 (TATOLI) – A Organização Não-Governamental Programa Spesífiku fó Prioridade ba Ema Ki’ak (PROSPEK) revelou que os agricultores de Lautém têm dificuldades em comercializar os produtos locais no mercado.
A PROSPEK levou a cabo um inquérito, que abrangeu 99 agricultores provenientes de 60 grupos de produtores, sobre o acesso dos seus produtos ao mercado.
“As estradas estão em más condições e não existem transportes públicos para as áreas rurais”, afirmou o Diretor-Executivo da PROSPEK, Justino Vilanova, à Tatoli, no Farol.
Segundo o estudo, a maioria dos inquiridos dedica-se à aquacultura, à agricultura, ao artesanato, à produção de óleo de coco e ainda à tecelagem.
Os resultados obtidos acentuam a inexistência de cooperativas para a venda dos produtos agrícolas e, segundo Justino Vilanova, acresce a essa lacuna, as circunstâncias de “os agricultores terem de caminhar vários quilómetros para vender os produtos e haver pouca procura, uma vez que a maior parte da população de Lautém vive da agricultura”.
Numa tentativa de contribuir para a resolução do problema, o responsável recomendou ao Ministério da Educação, Juventude e Desporto que compre produtos locais para o programa da merenda escolar.
Recomendou igualmente aos ministérios do Turismo, Comércio e Indústria e da Agricultura e Pescas que criem centros de aprovisionamento e refrigeração de produtos locais para a conservação dos mesmos.
A pesquisa foi financiada pela Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento (USAID, em inglês) com um valor de 70 mil dólares americanos para um período de três anos.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




