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SEA realiza IV Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas

SEA realiza IV Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas

SEA realiza IV Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas. Imagem Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 29 de março de 2022 (TATOLI) – A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) realiza a IV Conferência Nacional sobre Mudanças Climáticas subordinado ao tema “Desacelerar as alterações climáticas para a melhoria de saúde, ecossistema e segurança alimentar”.

O objetivo da conferência é criar um espaço de reflexão com vista à mitigar os efeitos associados às alterações climáticas a nível nacional. O colóquio vai decorrer durante dois dias.

“Com base na política nacional do VIII Governo Constitucional, Timor-Leste tem a obrigação de reforçar a sua capacidade de resiliência e prevenir os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou o Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos, Joaquim Amaral, em representação do Primeiro-Ministro, no seu discurso, na abertura da conferência, no Ministério das Finanças, em Aitarak Laran.

O governante garante também que o Governo continua a cooperar com a sociedade civil e os parceiros, tanto nacionais como internacionais, na prevenção do avanço do aquecimento global.

Joaquim Amaral lembra ainda que, de acordo com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Nacional de 2011 a 2030, o Executivo dá prioridade à segurança alimentar e agricultura, saúde, ambiente, infraestruturas e educação.

Para fazer face à períodos extensos de seca, o Governo alocou, este ano, 40 milhões de dólares americanos para garantir a conservação e abastecimento de água.

Na mesma linha, o Secretário da tutela, Deométrio Amaral, defende a importância do contributo de todos os cidadãos e dos parceiros internacionais no combate às alterações climáticas.

O governante lembra, entretanto, que o Executivo tem acesso ao Fundo Verde para o Clima, no montante de mais de 54 milhões de dólares americanos, tendo recrutado 500 brigadas nacionais para tornar a cidade de Díli mais verde.

Também a Encarregada de Negócios da Embaixada da União Europeia (UE) em Timor-Leste, Dörthe Wacker, garante que a UE está a envidar esforços para que os cidadãos timorenses se adaptem às alterações climáticas e melhorem os seus meios de subsistência.

“Apoiamos atualmente 13 programas com 66,3 milhões de euros (o equivalente a 72,20 milhões de dólares americanos) para a reflorestação e agricultura”, disse.

O apoio financeiro destina-se ao programa “Ai ba Futuru” (“Árvores para o Futuro”) levado ao cabo pela Agência alemã de Cooperação Internacional (GIZ), “Rai Matak” da Organização Não Governamental Oxfam, “Reciclagem de lixo plástico” da Mercy Corps, “Agricultura de Conservação” da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, em inglês) e “Reflorestação em Dare” da Fundação São Paulo da Diocese de Díli.

A representante recordou igualmente o contributo do projeto agroflorestal, “Quinta Portugal”, e do apoio da cooperação francesa na implementação do projeto “Envolvimento de jovens e comunidade na conservação de água em Timor-Leste, com base na metodologia da PERMATIL”.

Segundo Wacker, a cooperação entre a UE e o Governo timorense no âmbito da diversificação e sustentabilidade económica estende-se até 2027.

“Vamos investir 42 milhões de euros (o equivalente a 46,06 milhões de dólares americanos) nesta área prioritária nos próximos cinco anos. As medidas a serem adotadas  com vista ao combate às alterações climáticas estão em curso”, concluiu.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editora: Maria Auxiliadora

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