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Missão Lepra em Timor-Leste presta assistência a cerca de três mil leprosos

Missão Lepra em Timor-Leste presta assistência a cerca de três mil leprosos

Imagem do Google.

DÍLI, 27 de janeiro de 2022 (TATOLI) – A Organização Não Governamental da Missão Lepra em Timor-Leste (MLTL), prestou, desde 2004, cuidados médicos a cerca de três mil leprosos no país, revelou a Diretora da MLTL, Afliana Lisnahan dos Reis.

“O número de casos de lepra regista anualmente um aumento por falta de tratamento médico. Reportámos aproximadamente três mil leprosos entre 2004 e 2021”, afirmou a dirigente, à Tatoli, em Ponte Comoro III, em Díli.

Afliana Lisnahan lembrou que, caso o sistema de imunidade for débil a pessoa poderá facilmente contrair a doença, pelo que é necessário o consumo de alimentos nutritivos.

“Esta doença transmite-se através da tosse, espirro e pele. Assim, se porventura tiver imunidade forte, não a vai contrair”, disse.

A missão desta organização é erradicar a doença em Timor-Leste. “Por isso, é preciso tomar medidas de detenção precoce, além de assegurar os cuidados de saúde aos leprosos. Vamos, pois, continuar a levar a cabo a campanha em todos os municípios e na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno”, realçou.

A dirigente explicou ainda que a lepra é uma doença contagiosa e crónica, porque o período de incubação leva seis a dois anos para detetar os sintomas, dando como exemplo a micose, conhecida por pano branco, que não provoca nenhuma dor.

Segundo a responsável, a MLTL trabalha em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Associação de Deficientes de Timor-Leste (ADTL) com vista a diagnosticarem novos casos de lepra e realizarem o rastreio de contactos aos familiares dos doentes.

“Necessitamos de trabalhar em parceria com a ADTL para garantirmos os direitos dos portadores de deficiência, porque os leprosos fazem parte desta organização”, frisou.

Afliana Lisnahan pediu aos doentes com lepra que se desloque ao centro de saúde mais próximo para a obtenção de medicamentos gratuitos.

A diretora destacou ainda a necessidade de o doente cumprir à risca a toma de medicamentos no período compreendido entre os seis e os dois anos. Caso contrário, será obrigado a fazer o tratamento  desde o seu início.

Recorde-se que as autoridades de saúde registaram, no ano passado, 150 casos de lepra em oito municípios e na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno, sendo que Baucau conta com 30, Díli 28, Covalima 19, Ainaro 18, Manatuto 17, RAEOA 15, Liquiçá sete, Lautém dois e Viqueque um.

O Ministério da Saúde registou, desde o ano de 2000, mais de cinco mil leprosos, sendo que 1% viria a falecer.

Notícia relevante: Missão Lepra em Timor-Leste pretende erradicar doença até 2035

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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