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Presidente da República felicita Componente Naval das F-FDTL pelo 20.º aniversário

Presidente da República felicita Componente Naval das F-FDTL pelo 20.º aniversário

Componente Naval das Forças de Defesa de Timor-Leste. Imagem Tatoli/António Gonçalves.

DÍLI, 12 de janeiro de 2022 (TATOLI) – O Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo, endereçou a sua mensagem de saudação e encorajamento à Componente Naval das Forças de Defesa de Timor-Leste pelos seus 20 anos de existência.

“Hoje é o vosso dia, o dia de todos os que servem Timor-Leste, defendendo os seus interesses no mar, para que o país e o povo timorense o possam usar em seu proveito, quer no âmbito estritamente militar, quer em atividades de natureza civil, onde se inclui o apoio à Autoridade Marítima Nacional”, disse o Presidente, num comunicado a que a Tatoli teve hoje acesso.

O Chefe de Estado reconheceu que um dos maiores desafios do país é a forma como encarará a sua relação com o mar, que exige que o Estado dê a devida prioridade ao mar, garantindo a sua boa governança, não duplicando capacidades para as mesmas tarefas e para a gestão dos recursos, evitando a lógica de pequenos poderes que compromete as probabilidades de sucesso.

“É, pois, neste contexto que foi aprovado o modelo funcional da Autoridade Marítima com competências próprias, essencialmente suportada pelos recursos humanos e materiais da Componente Naval, que se pensa melhor responder e servir os interesses nacionais”, acrescentou.

O Presidente afirmou ainda que a Componente Naval deve estar preparada para exercer a prevenção e repressão de casos ilícitos nos espaços de jurisdição marítima, bem como ações de fiscalização, inspecionando as atividades de pesca, no mar e em terra, para garantir o respeito pela legislação, melhorar as condições de segurança de quem anda no mar e preservar os recursos do país.

“Para contribuir para que o país use o mar, é necessário que a Componente Naval seja dotada de uma organização ágil e flexível, esteja equipada com meios modernos, mas, acima de tudo, que disponha de pessoas qualificadas, bem treinadas e altamente motivadas”, afirmou.

O Comandante Supremo das Forças Armadas reconheceu ainda que a Componente Naval tem potencialidades que importa explorar, como a utilização das suas capacidades em atividades de natureza militar e não militar, que permite maximizar a eficiência no aproveitamento dos recursos do país para a ação do Estado no mar.

“O corpo de fuzileiros é uma capacidade de elevado valor operacional da Componente Naval e uma inegável mais-valia para o país. Porém, é indispensável reequipar e aprontar a força para estar preparada para projetar poder e segurança no mar e em terra, como participar nas missões de apoio à ajuda humanitária e no auxílio em caso de catástrofe ou acidente”, acrescentou.

O Chefe de Estado revelou também que “uma marinha sem navios, que não navegue e desenvolva a sua atividade operacional no mar, será uma marinha simbólica e ineficaz”.

Segundo o Presidente da República, as marinhas não se improvisam, é forçoso que se faça uma prospetiva daquilo que se pretende que seja a composição da esquadra naval no futuro.

“Para tal, importa elaborar uma Lei de Programação Militar (LPM) equilibrada, faseada no tempo e orientada por uma visão estratégica de longo prazo, de modo a inscrever os programas de reequipamento dos meios navais e delinear a forma como vamos obter o melhor proveito dos recursos que temos disponíveis”, sugeriu.

É sabido que uma marinha não se faz em poucos dias, faz-se em anos. Porém, a Componente Naval não pode esperar tanto tempo e, a curto prazo, é importante saber aproveitar as oportunidades, como é o caso do recente acordo aprovado de assistência australiana no sentido de ser garantida a segurança da Zona Económica Exclusiva (ZEE) do Sul de Timor-Leste.

Este acordo visa contribuir para o desenvolvimento da marinha – enquanto não chegarem os dois navios de patrulha da classe guardião (Guardian Class Patrol Boats) concedidos pela Austrália – e possibilitar aos marinheiros a aprendizagem e o aumento de experiência no domínio marítimo nas missões das patrulhas conjuntas com a marinha australiana.

“Realizar-se-á em breve o programa de construção das infraestruturas e instalações do porto da Base Naval de Hera com o apoio do executivo australiano, para colmatar o défice de manutenção dos meios navais e retomar os níveis de treino com o apoio das parcerias estratégicas, de modo a garantir adequados níveis de operacionalidade”.

Lú Olo encoraja os militares da Componente Naval a lidarem com a situação anómala que o país está a viver, em consequência do esforço de consolidação orçamental e da situação excecional causada pela pandemia covid-19, que obriga a que as Forças de Defesa e a sua Componente Naval saibam manter o rumo, ajustando-o sempre que for necessário.

“O importante contributo da Componente Naval para o país é reconhecido pelo povo timorense, não apenas pelas missões de soberania relativas à defesa militar e à segurança, através do exercício da autoridade do Estado no mar, como também pelas missões de interesse público, de apoio direto às populações civis na salvaguarda de vidas humanas”.

“Um voto de esperança no futuro e continuar a servir a pátria como até aqui é o que vos peço, estando certo de que contribuirão para a afirmação e o prestígio da Componente Naval, das Forças de Defesa e de Timor-Leste”, concluiu.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

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