DÍLI, 24 de dezembro de 2021 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, desativou oficialmente o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), mas reconheceu que se pode tratar de um encerramento temporário devido à nova variante de covid-19.
“Encerrámos temporariamente a Sala de Situação. Não sabemos, porém, o que vai acontecer nos próximos dias, pois, neste momento, já há uma nova variante, a Ómicron, que pode contagiar mais rapidamente, apesar de o número de mortos ser reduzido. Muitos países começam a preparar-se para o confinamento obrigatório, o que significa que vivemos uma situação de incerteza”, afirmou o Chefe do Governo, no encerramento do CIGC, no Centro de Convenções de Díli.
Matan Ruak elogiou o esforço e dedicação dos pilares de saúde no combate à covid-19 no país.
“Conseguimos reduzir o número de casos e mortes no país. Podemos encerrar o CIGC, mas ainda não terminámos a nossa missão”, disse.
O Chefe do Governo pede ainda a contribuição de todos os pilares para a possibilidade do pior cenário.
“Acredito que durante dois anos já adquirimos experiência e, por isso, se houver novos casos, temos competência para dar resposta”, acrescentou.
O Primeiro-Ministro sublinhou também que o Governo não vai recorrer mais ao estado de emergência, mas lembrou a vacinação contra a covid-19.
“Encontrei-me nos últimos dias com embaixadores. Perguntaram-me sobre a possibilidade de chegar a variante Ómicron ao país. Respondi que não vai haver estado de emergência. Mesmo que a situação seja pior do que com a variante Delta, não optaremos pelo estado de emergência. Mantemos apenas a campanha de vacinação”, salientou.
Matan Ruak recordou que todos os membros do Governo se deslocaram aos municípios durante um mês para a campanha de vacinação contra o novo coronavírus.
“Conseguimos aumentar a taxa de vacinação. Informei a população em Ermera de que o Governo não fará mais campanhas de vacinação. Quem ainda não tomou a vacina, tem de se deslocar aos postos de vacinação. Se houver mais infeções e mortes, a culpa é vossa e serão responsáveis pela própria vida. Espero, contudo, que isso não aconteça”, alertou.
Recorde-se que o Governo decidiu a 02 de fevereiro reativar o CIGC devido ao ligeiro aumento do número de infeções por covid-19 em Timor-Leste e inúmeros casos ativos no país vizinho, mais concretamente em Timor Ocidental.
O país reporta atualmente sete casos ativos, 19.833 casos confirmados, 122 óbitos e 19.704 recuperações desde o surgimento do vírus.
Jornalista: Isaura Lemos de Deus
Editora: Maria Auxiliadora




