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CAC: Para combater e prevenir a corrupção é preciso uma ação coletiva

CAC: Para combater e prevenir a corrupção é preciso uma ação coletiva

A celebração do Dia Internacional Contra a Corrupção, no salão de Laline Lariguto, na Comissão Nacional de Eleições (CNE), em Colmera, Díli.

DÍLI, 09 de dezembro de 2021 (TATOLI) – O Comissário para a Anti-Corrupção (CAC), Sérgio Hornay, realçou que, para combater e prevenir a corrupção, é preciso uma ação coletiva, pois é responsabilidade de todos os cidadãos.

O responsável falava, no âmbito da celebração do Dia Internacional Contra a Corrupção sob o tema “O seu direito, o seu papel, dizer não à corrupção”.

“O tema em causa, inspirado no âmbito da comemoração do Dia Internacional Contra a Corrupção, pretende chamar a atenção de todas as entidades para as consequências da corrupção. Assim, para combater e prevenir, é necessária uma ação coletiva e a responsabilidade de todos os cidadãos, incluindo o Governo, funcionários públicos, meios de comunicação social, setores privado e académico, sociedade, juventude e todas as instituições do Estado”, disse o comissário à margem da abertura do seminário no salão de Laline Lariguto, na Comissão Nacional de Eleições (CNE), em Colmera, Díli.

O dirigente mostrou-se satisfeito com a participação ativa da sociedade, o que aumentará a transparência e promoverá a contribuição de cada cidadão no processo de tomada de decisões, bem como proporcionará a efetividade do acesso público e o respeito pelo direito e liberdade de procurar, receber e publicar informações no combate à corrupção.

“Quando cada cidadão estiver consciente e esclarecido sobre os seus direitos e obrigações, reforçará automaticamente a sua determinação em rejeitar práticas corruptas. Tudo depende do comportamento, da ética, da moral e da convicção positiva de cada indivíduo”, referiu.

Também o Presidente do Tribunal de Recurso, Deolindo dos Santos, no seu discurso, realçou que a educação é a chave para o combate à corrupção.

“A corrupção transforma-se todos os dias e tem um impacto negativo na vida social e no desenvolvimento da sociedade atual. Por isso, para a combater, é preciso educação e a participação de todos os cidadãos, pois a mudança vem da atitude de cada indivíduo”, afirmou.

O seminário trata de várias temáticas, entre as quais o papel do Ministério Público, da Comissão da Função Pública, da sociedade civil, da igreja católica e dos órgãos de comunicação social na prevenção e combate à corrupção, a contribuição da sociedade timorense e a boa governação.

Já o Presidente do Comité Executivo da Organização Mundial de Parlamentares Contra a Corrupção (GOPAC) em Timor-Leste, Adriano do Nascimento, pediu a todos os líderes timorenses e partidos políticos que combatessem a corrupção no país.

“O meu apelo ao combate a atos de corrupção e suborno em Timor-Leste vai para o povo, líderes nacionais e partidos políticos”, disse, no âmbito da discussão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022 na especialidade, no Parlamento Nacional.

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O presidente recordou ainda que a comunidade internacional pede a prevenção da corrupção.

O presidente salientou também que os líderes e partidos políticos timorenses devem seguir o princípio da luta pela libertação de Timor-Leste a fim de fortalecer o patriotismo e acabar com a corrupção e o suborno.

“Acho que a prática da corrupção e do suborno são vírus que separam a vida privada da da nação. A corrupção ainda continua, no mundo e em Timor-Leste”, referiu.

O presidente acrescentou que a corrupção e suborno minimizam a confiança do povo nos líderes do país, pois implicam a criação de desigualdades no seio da comunidade que impedem o processo de desenvolvimento nacional.

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Jornalistas: Afonso do Rosário/Domingos Piedade

Editora: Maria Auxiliadora

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