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Nos 30 anos do massacre de Santa Cruz, Taur apela a reflexão dos jovens

Nos 30 anos do massacre de Santa Cruz, Taur apela a reflexão dos jovens

Celebração do massacre de Santa Cruz. Tatoli/António Gonçalves.

DÍLI, 12 de novembro de 2021 (TATOLI) – Num dia em que se assinala o 30.o aniversário do massacre de Santa Cruz, o Primeiro-Ministro apelou à reflexão, nomeadamente dos jovens que cresceram na era da independência.

“Reflitam ‘O que posso dar ao país? O que posso fazer para continuar a missão dos antigos jovens?’ Eles que construíram a nação da RDTL de que hoje gozamos”, apelou Matan Ruak, numa mensagem para assinalar a data.

O Chefe do Governo pede ainda à juventude timorense que evite o conflito e se empenhe nos estudos, “pois o mundo de hoje é competitivo e quem é preguiçoso, pouco inovador e criativo fica para trás”.

“Todos os anos, o país relembra a luta dos jovens de Loriku As’uain, a sua determinação e espírito da luta com que gritaram para o mundo ‘Mate Ka Moris Ukun Rasik An’, num dia que se transformou numa tragédia, o massacre de Santa Cruz”, lembrou.

Taur recordou também que morreram mais de 270 pessoas no local e muitas desapareceram.

“Graças à filmagem do nosso saudoso Max Stahl, conseguimos atenção para esta tragédia. O mundo ficou preocupado com o sofrimento dos timorenses resultante da ação brutal das forças ocupantes”, afirmou.

O Primeiro-Ministro lembrou ainda a celebração do Dia Nacional da Juventude, que procura “honrar a coragem e a determinação de centenas de jovens que, em 1991, participaram na missa na igreja de Motael, em Díli, e depois marcharam para o cemitério de Santa Cruz, para prestarem homenagem a Sebastião Gomes”.

“O nosso país existe já há 19 anos e ainda não satisfaz toda a população, pois o Estado tem muitas necessidades. Os nossos recursos ainda não são suficientes para dar resposta às necessidades a curto prazo”, afirmou.

Taur recordou, por fim, as várias dificuldades enfrentadas pelo Governo, como a instabilidade política, a recessão económica, a covid-19 e os desastres naturais.

“Apesar de tudo, o Estado não desmotiva. O Governo continua empenhado na criação de melhores condições para a nação”, concluiu.

Também o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis de Magalhães, apela à juventude que “imite os jovens do 12 de novembro” e se empenhe nos estudos.

“Pedimos aos estudantes e aos trabalhadores determinação. Lembrem-se do sacrifício e do espírito de abnegação dos nossos jovens do 12 novembro de 1991. Muitos perderam a vida por gritarem ao mundo o sofrimento do povo timorense”, referiu.

Várias atividades estão previstas para assinalar a data, inclusive nos postos administrativos e centros de juventude – competição de bandas, concertos, discursos e campanhas de vacinação contra a covid-19. Foram mobilizados mais de 40 mil dólares americanos para os eventos.

É de lembrar que o país perdeu a 28 de outubro Max Stahl, o responsável pelas imagens do massacre de Santa Cruz, em 1991. O jornalista faleceu, em Brisbane, vítima de doença prolongada, no mesmo dia em que se assinalavam os 30 anos da morte de Sebastião Gomes, que originou a homenagem que culminou no massacre de Santa Cruz.

Foram as imagens de Max Stahl que permitiram chamar a atenção para a situação que Timor-Leste vivia e colocar o país no topo da agenda internacional, um importante contributo para a autodeterminação do povo timorense.

Notícia relevante: Filme de massacre de Santa Cruz “chocou” Tom O’Haolain, embora ainda não conhecesse Timor-Leste

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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