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MEJD pede a escolas privadas tolerância a alunos sobre pagamento de propinas

MEJD pede a escolas privadas tolerância a alunos sobre pagamento de propinas

Ministro da Educação, Juventude e Desporto (MEJD), Armindo Maia. Imagem Tatoli/Francisco Sony.

DÍLI, 14 de outubro de 2021 (TATOLI) – O Ministro da Educação, Juventude e Desporto, Armindo Maia, pediu às escolas privadas do ensino básico e secundário que concedessem tolerância aos alunos que ainda não efetuaram o pagamento das propinas para participarem nos exames do segundo semestre.

Armindo Maia defendeu que o ministério não irá fazer nenhuma intervenção sobre a decisão das escolas privadas de manterem o pagamento completo das propinas.

“O máximo que podemos fazer é sugerir a estas escolas privadas que deem alguma flexibilidade aos estudantes para participarem nos exames, efetuando o pagamento depois”, afirmou o governante, no Palácio do Governo, em Díli.

Já os encarregados de educação mostraram-se preocupados com o facto de as escolas privadas terem mantido o pagamento completo das propinas durante a imposição da cerca sanitária e confinamento obrigatório para fazer face à crise sanitária provocada pela covid-19 no país.

O representante dos encarregados de educação, Mario Tilman, pediu ao MEJD que se coordenasse com as escolas privadas para reduzirem as propinas escolares.

Tilman salientou que os pais têm de pagar 41 dólares, entre maio e agosto, para que os seus filhos possam participar no exame do segundo semestre.

O representante dos pais criticou igualmente as escolas por falta rigor na criação de um grupo de WhatsApp para facilitar o processo do ensino a distância.

Mario Tilman apontou o exemplo de algumas escolas privadas em Tíbar que não pediram o pagamento das propinas durante este período difícil.

“Será que o Ministério da Educação controla mesmo estas escolas? Temos essa dúvida”, questionou.

Também uma representante das encarregadas de educação, Ludovina Fontes Leite, exigiu ao MEJD que solicitasse às escolas privadas a redução do pagamento das propinas.

“Tenho de pagar mensalmente 29 dólares americanos para propinas, o que não inclui o valor que também pago para a manutenção da escola. Apesar de os meus filhos terem participado no ensino a distância, o pagamento das propinas foi igual ao presencial. Devemos atualizar primeiro o pagamento das propinas para que os nossos filhos possam realizar o exame”, disse.

Segundo Ludovina Fontes Leite, sem pagamento completo, os estudantes não poderão entrar na escola e frequentar as aulas.

O Parlamento Nacional também pediu ao MEJD que solicitasse às escolas privadas a redução do custo das propinas.

“Pedimos ao MEJD para procurar uma solução e chegar a um acordo com as escolas privadas para diminuírem o valor das propinas”, sugeriu recentemente o Vice-Presidente da Bancada KHUNTO, o deputado António Verdial.

Duas escolas privadas, o Colégio de São José Operário e a Paulo VI, deram uma tolerância aos seus alunos de pagamento de propinas correspondente a apenas dez meses, pois, durante a imposição da cerca sanitária e confinamento obrigatório, as escolas não prestaram o auxílio devido aos alunos para participarem adequadamente nas aulas.

Desde o surgimento do novo coronavírus no país, o MEJD suspendeu o processo de aprendizagem presencial na capital e nos municípios com maior número de casos para conter a propagação desta doença infeciosa.

Notícia relevante: Encarregados de educação preocupados com pagamento de propinas em escolas privadas durante cerca e confinamento

Jornalista: Isaura de Deus Lemos

Editora: Maria Auxiliadora

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