DÍLI, 11 de outubro de 2021 (TATOLI) – O Governo do Japão doou 100 mil dólares americanos, através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da ONU Mulheres, para promover a participação das mulheres nas eleições no âmbito da covid-19.
“Timor-Leste regista um progresso notável na promoção da participação das mulheres na vida política, a nível nacional, nos últimos anos. Enfrenta ainda muitos desafios, tais como estereótipos e preconceitos baseados no género – profundamente enraizados na sociedade – normas sociais e culturais injustas, falta de apoio familiar e comunitário, acesso limitado à rede política e falta de apoio adequado no desenvolvimento de competências”, disse Munkhtuya Altangerel, a representante residente do PNUD em Timor-Leste, numa nota de imprensa a que a Tatoli teve acesso.
O documento refere ainda que a doação se relaciona com os objetivos do PNUD e da ONU Mulheres em termos de colaboração e promoção da igualdade de direitos de mulheres e homens na participação política através das redes sociais e canais de vários órgãos de comunicação social, bem como para desenvolver normas de igualdade de género e atitudes transformadoras que permitam a participação igualitária e representação das mulheres nas eleições.
O comunicado sublinha que a crise global provocada pela pandemia veio afetar ainda mais a situação das mulheres. No entanto, o fundo pode garantir a segurança pública durante o processo democrático e fortalecer a voz das mulheres e grupos marginalizados em cargos de tomada de decisão após a recuperação da situação de crise e o regresso à normalidade.
Já a Chefe do Gabinete da ONU Mulheres em Timor-Leste, Nishtha Satyam, disse que o país apresenta progressos relativamente à participação das mulheres na política.
“No ano passado, 38% dos assentos no Parlamento Nacional eram ocupados por mulheres, o que está acima da média regional (19%) e da média global (26%)”, referiu.
Nishtha Satyam realçou na nota que é necessário as mulheres tomarem posse de cargos em autoridades locais, pois, em 2016, eram apenas 21 (4%) eleitas como chefes de suco.
“A ONU Mulheres está empenhada em preencher algumas dessas lacunas para permitir uma participação e representação mais significativa das mulheres nas próximas eleições em Timor-Leste” conclui.
Jornalista: Jesuína Xavier
Editora: Maria Auxiliadora




