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Balibó poderá ser promovida a cidade da liberdade

Balibó poderá ser promovida a cidade da liberdade

Cinco jornalista internacionais mortos em Balibó, em 1975. Imagem/PMC.aut.ac.nz

DÍLI, 15 de setembro de 2021 (TATOLI) – O Conselho de Imprensa timorense promoverá o Posto Administrativo de Balibó, no Município de Bobonaro, a cidade da liberdade.

O Presidente do Conselho de Imprensa, Virgílio Guterres, disse que o resumo da proposta já está elaborado e algumas atividades de promoção foram realizadas.

“Estamos em discussão com o Ministério da Administração Estatal. A ideia de promover Balibó como cidade da liberdade surgiu no ano passado, mas os planos foram cancelados, pois o país estava em estado de emergência e em confinamento domiciliário geral devido à pandemia da covid-19”, informou hoje Virgílio Guterres à Tatoli, no seu local de trabalho.

Virgílio Guterres reconheceu que, apesar de muitos obstáculos, o Conselho de Imprensa continua a realizar uma discussão informal e a aperfeiçoar o resumo da proposta para apresentar ao Ministério da Administração Estatal (MAE) e às partes interessadas, para obter aprovação.

“A ideia ainda não foi aprovada pelo Ministério da Administração Estatal, que pediu ao CI que continuasse a melhorar a apresentação da proposta, incluindo uma breve descrição do projeto ”, frisou.

O Presidente do Conselho Diretivo da Agência Noticiosa de Timor-Leste (TATOLI, I.P), Manuel Pinto, por sua vez, disse que o plano do Conselho de Imprensa é uma ação de agradecimento pela dedicação e participação do povo e jornalistas australianos na luta pela independência de Timor-Leste.

“O Governo timorense deseja demonstrar ao Governo australiano que reconhece a participação dos cinco jornalistas no processo da luta pela liberdade de imprensa”, recordou.

O responsável garantiu que, com a promoção de Balibó a cidade da liberdade, mostrar-se-á ao público que as atividades dos jornalistas não têm nem fronteiras nem pátria.

Recorde-se que o Conselho de Imprensa quer promover Balibó como cidade da liberdade para homenagear a morte dos cinco jornalistas australianos, britânicos e neozelandês, em Balibó, a 16 de outubro de 1975.

Os jornalistas assassinados pelas Forças Especiais indonésias foram Gregory Shackleton, Anthony Stewart, Gary Cunningham, Malcolm Rennie e Brian Peters.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editor: Zezito Silva

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