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Covid-19 impede tratamento de VIH/SIDA, tuberculose e malaria a nível global

Covid-19 impede tratamento de VIH/SIDA, tuberculose e malaria a nível global

DÍLI, 10 de setembro de 2021 (TATOLI) – O Fundo Global de Luta contra a SIDA, Tuberculose e Malária considera que a pandemia da covid-19 originou, em 2020, um “impacto catastrófico” para o combate às três doenças.

Segundo os resultados de estudo de 2021 divulgados pelo Fundo a que a Tatoli teve hoje acesso, apesar dos progressos, os principais resultados programáticos diminuíram pela primeira vez na história da organização.

“Para marcar o nosso vigésimo aniversário, focámo-nos nos resultados deste ano, nas histórias extraordinárias de coragem e resiliência que tornaram possível os progressos alcançados contra o VIH/SIDA, tuberculose e malária nas últimas duas décadas”, diz o Diretor-Executivo do Fundo Global, Peter Sands, no relatório.

Peter Sands recorda, no mesmo documento, que os números de 2020 “forçaram um enfoque diferente, confirmando as preocupações e previsões do Fundo Global relativamente à covid-19”.

Segundo o relatório, em 2020, regista-se uma queda significativa do número de pessoas tratadas à tuberculose resistente a medicamentos, incluindo os que são ainda seropositivos, nos países onde o Fundo Global investe.

O documento destaca também que tem havido igualmente quedas significativas de tratamento em pessoas que fizeram testes ao VIH/SIDA e nos serviços de prevenção para populações de maior atenção e vulneráveis.

“Em comparação com 2019, o número de atendidos por programas e serviços de prevenção do VIH/SIDA diminuiu mais de um décimo. A tendência foi a mesma em relação aos jovens que procuraram serviços de prevenção”, afirma.

No mesmo relatório, lê-se ainda que as mães que receberam medicamentos para prevenirem a transmissão do vírus aos bebés diminuíram 4,5%. Já o número de pessoas testadas caiu 22%, o que impediu o início do tratamento na maioria dos países. A malária foi a única a exceção na queda de pacientes tratados.

O Fundo Global defende que as medidas de adaptação, o empenho e a inovação dos agentes comunitários de saúde são essenciais. Estes fatores garantiram uma estabilidade ou aumento em relação a 2019.

O mesmo organismo avança que o número de redes mosquiteiras distribuídas aumentou 17% e as estruturas cobertas por pulverização residual interna subiram 3%.

No ano passado, 11,5 milhões de grávidas receberam terapia preventiva para a malária. Somente os casos suspeitos testados caíram 4,3%, mas estagnou o progresso na luta contra a doença.

Para promover uma resposta rápida contra as três doenças durante a covid-19, o Fundo Global desembolsou 4,2 milhões de dólares para continuar a luta contra o VIH/SIDA, tuberculose e malária, fortalecendo os sistemas de saúde em 2020.

Além disso, o Fundo Global aprovou já um financiamento adicional de 980 milhões de dólares americanos para responder à pandemia. Em finais de agosto passado, um total de 3,3 milhões de dólares foi libertado para a adaptação de programas do VIH/SIDA, tuberculose e malária e testes essenciais em mais de 100 países.

“Apesar da pandemia, cerca de 21,9 milhões de pessoas recebem terapia antirretroviral para o VIH/SIDA, um aumento de 8,8% em comparação com 2019. Para o caso da tuberculose resistente aos fármacos, foram tratados 101 mil doentes, uma redução de 19%. A baixa foi causada pela pandemia”, concluiu o relatório.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editor: Zezito Silva

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